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Angelo Coronel critica redução da jornada de trabalho e aponta risco de desemprego no país
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Senador defende que definição da carga horária deve ser acordada diretamente entre patrão e empregado.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Reprodução/BNews
O senador Angelo Coronel (Republicanos) se posicionou contra a proposta de redução da jornada de trabalho em discussão no Congresso Nacional e alertou para possíveis impactos negativos no mercado de trabalho brasileiro. Segundo o parlamentar, a medida pode resultar em aumento do desemprego e afetar setores que dependem de funcionamento contínuo.
“Isso vai gerar, na minha ótica, desemprego. Porque, por exemplo, como é que vai funcionar os shoppings que trabalham sábado e domingo? Como é que fica o cinema, como é que fica o restaurante?”, questionou Coronel em entrevista ao site Repórter Hoje.
O senador defendeu que a definição da carga horária deve ser resultado de negociação direta entre empregadores e trabalhadores, sem interferência do governo. Para ele, cada setor deve ter autonomia para organizar suas próprias escalas de funcionamento.
“Eu acho que nós temos que ter a liberdade do empregado e do empregador discutirem qual é a sua carga de trabalho. Não é o governo que tem que impor ao empregador, nem ao empregado qual é o horário de trabalho, porque todo mundo é livre”, afirmou.
Angelo Coronel também citou o modelo de trabalho adotado nos Estados Unidos como exemplo. Segundo ele, o sistema baseado em pagamento por hora oferece maior flexibilidade para ambas as partes.
“Por que lá a pessoa trabalha por hora. Trabalhou, ganhou; não trabalhou, não ganhou. E pode trabalhar fim de semana e feriado”, explicou.
A declaração ocorre em meio ao avanço do debate no Congresso Nacional sobre mudanças na legislação trabalhista. Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma proposta que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho, com tramitação em regime de urgência.
Além dessa proposta, outros projetos semelhantes já tramitam na Câmara dos Deputados e também estão sob análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O tema deve ganhar prioridade nas próximas semanas devido ao regime acelerado de discussão no Legislativo.
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