Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Notícias

/

Política

/

Câmara acelera debate sobre fim da escala 6x1 com instalação de comissão especial

Política

Câmara acelera debate sobre fim da escala 6x1 com instalação de comissão especial

Instalação do colegiado marca avanço da proposta que prevê redução da jornada de trabalho sem corte salarial e pode ser votada no plenário ainda em maio.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Os deputados federais Alencar Santana (PT-SP) e Leo Prates (Republicanos-BA) 

A Câmara dos Deputados dá início, nesta quarta-feira (29), a uma nova etapa nas discussões sobre a jornada de trabalho no Brasil. Está prevista para Às 14h a instalação da comissão especial que vai analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6x1.

A proposta busca reduzir a jornada sem impacto nos salários, tema que tem ganhado força no Congresso e mobilizado diferentes setores. A condução dos trabalhos ficará sob responsabilidade do deputado Alencar Santana (PT-SP), que presidirá o colegiado, enquanto o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) atuará como relator.

A definição dos nomes foi anunciada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que destacou o esforço para garantir representatividade ampla dentro da comissão. Segundo ele, a composição foi pensada para contemplar todos os partidos com assento na Casa, respeitando o critério de proporcionalidade.

O colegiado será formado por 38 membros titulares e igual número de suplentes. Entre as maiores bancadas estão o PL, com sete cadeiras, e a federação governista composta por PT, PCdoB e PV, com seis representantes. As indicações dos parlamentares ainda serão formalizadas pelas lideranças partidárias.

Após a análise na comissão especial, o texto seguirá para votação no plenário da Câmara. A expectativa da presidência da Casa é acelerar o andamento da proposta. A meta é concluir a votação ainda em maio e encaminhar o texto ao Senado dentro do primeiro semestre.

Para isso, Hugo Motta afirmou que pretende alinhar o cronograma com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de forma a garantir celeridade também na etapa seguinte da tramitação.

A PEC já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde teve sua admissibilidade aprovada na semana passada. Agora, o foco será o mérito da proposta. Entre os pontos que devem ser debatidos estão a possibilidade de um período de transição para o novo modelo e a criação de incentivos ao setor produtivo, como forma de mitigar eventuais impactos econômicos.

Siga o CN1 no Google Notícias e tenha acesso aos destaques do dia.

Relacionados