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“Não vou patrulhar quem votou contra ou a favor”, diz Otto ao criticar rejeição de Messias ao STF

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“Não vou patrulhar quem votou contra ou a favor”, diz Otto ao criticar rejeição de Messias ao STF

Parlamentar lamenta rejeição no Senado, afirma que decisão teve viés político e diz que indicação de Jorge Messias acabou alvo de disputas e desinformação.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O senador Otto Alencar afirmou na sexta-feira (1º) que a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi “injusta” e marcada por motivações políticas. Em entrevista ao portal bahia.ba, o parlamentar comentou a repercussão de uma publicação feita por ele na rede social X (antigo Twitter), na qual sugeriu que o resultado da votação evidenciou limites da influência de lideranças religiosas no Congresso Nacional.

Otto esclareceu que o comentário teve tom bem-humorado e negou qualquer tentativa de atribuir diretamente a rejeição à atuação de religiosos nos bastidores. “Tinha um bocado de pastor, bispo, pedindo voto. Não estou relacionando a perda por conta disso. Ninguém tira o humor, não vou fazer caça às bruxas. A política, há muito tempo, perdeu o bom humor, é só raiva”, declarou. Em seguida, reforçou: “Não vou patrulhar quem votou contra ou a favor, não pedi voto a ninguém”.

O nome de Messias acabou rejeitado pela maioria dos senadores. Para Otto Alencar, parte significativa da Casa defendia a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD), o que teria influenciado o desfecho. “Injusto, para mim. O momento é político. Lamentavelmente foi uma coisa injusta, ao meu ver. Messias seria um grande ministro”, afirmou, ao elogiar a trajetória do advogado-geral da União.

Durante a entrevista, o senador também criticou o ambiente de radicalização política no país. “A política não deve ser feita por agressão. Quando [o ex-presidente] Jair Bolsonaro indicou André Mendonça e Kassio Nunes Marques, eu aprovei e encaminhei votos aos dois […] os caras vivem como se a política pode ser feita com agressão. Quando ele indicou quem tinha condição, eu votei a favor”, disse.

Na avaliação de Otto, a rejeição ao nome de Messias também representou uma reação política ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, responsável pela indicação. “Foi uma escolha de Lula. É um direito dele. Não é uma atribuição de Davi Alcolumbre, presidente do Senado”, afirmou.

O senador ainda avaliou que o processo acabou transformando o advogado em alvo de disputas políticas. “Fizeram de Messias uma vítima, que deveria ser de julgamento de currículo, passou a ser um processo de vingança contra ele e contra o presidente Lula”, disse.

Otto também mencionou a disseminação de desinformação nas redes sociais durante o período que antecedeu a votação. “Nesse período para ser anunciado, levantaram centenas de fake news [contra Messias]. A rede social hoje condena mais que um juiz. Acho que foi injusto e lamento. Messias é filho da base da sociedade. Foi estudar em escola e universidade públicas, passou em todos os concursos. Não julgaram o currículo, julgaram a posição do presidente Lula. Ele pagou um custo muito alto. Interromperam o sonho dele. Não interrompi o sonho do André Mendonça e nem Nunes Marques”, concluiu.

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