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Após desgaste no Senado, Lula reage em trackings e abre vantagem sobre Flávio Bolsonaro
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Monitoramentos internos do PT indicam reação do presidente após rejeição de Jorge Messias e mostram Luiz Inácio Lula da Silva à frente de Flávio Bolsonaro.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O cenário político nacional ganhou novos contornos após a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, no Senado. A movimentação, que envolveu articulações atribuídas ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre, ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e a parlamentares ligados ao bolsonarismo, acabou produzindo efeitos que ultrapassaram o episódio institucional.
Nos bastidores do governo e do Partido dos Trabalhadores, avaliações internas indicam que o desdobramento político teve impacto direto na percepção do eleitorado. Levantamentos conhecidos como “trackings”, utilizados para acompanhar oscilações rápidas de opinião, apontaram crescimento nas intenções de voto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao longo do último fim de semana.
De acordo com esses dados, Lula saiu de uma situação de empate técnico e passou a aparecer numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro. No sábado (2), o presidente marcou 47,5% das intenções de voto, contra 45,3% do parlamentar. Já no domingo, a diferença se ampliou: Lula atingiu 48,5%, enquanto Flávio registrou 45%.
Interlocutores do Palácio do Planalto avaliam que o movimento pode estar ligado tanto à atuação de Jorge Messias durante o processo no Senado quanto à repercussão política da articulação que resultou na rejeição. Dentro do governo, há a leitura de que o episódio reforçou uma narrativa de enfrentamento institucional, o que teria mobilizado parte do eleitorado e influenciado a oscilação captada pelos monitoramentos.
Embora se trate de dados internos, sem divulgação oficial de metodologia, os trackings são frequentemente utilizados por partidos para ajustes estratégicos de curto prazo.
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