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Nikolas reage a relato de professora da UFBA sobre racismo e dispara: “Que povo fresco”
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Deputado federal contestou interpretação feita por Bárbara Carine após episódio ocorrido em restaurante.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Reprodução/Redes sociais
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) utilizou as redes sociais neste domingo (7) para rebater declarações da professora da Universidade Federal da Bahia, Bárbara Carine, após um vídeo em que ela relatou ter se sentido incomodada durante um atendimento em um restaurante.
A polêmica começou depois que a educadora compartilhou nas redes sociais uma experiência vivida ao solicitar a conta do estabelecimento. Segundo ela, um funcionário perguntou se o pagamento seria feito por cartão de crédito, situação que interpretou como reflexo de um estereótipo relacionado à condição financeira de pessoas negras.
“Por que que isso me irrita? Parece uma coisa boba. Me irrita porque tá vinculado a uma dimensão de escassez, né, associada a pessoas negras. Entende-se que pessoas negras não têm dinheiro vivo”, afirmou Bárbara no vídeo.
A declaração gerou repercussão e motivou uma resposta de Nikolas Ferreira. Em publicação divulgada em seus perfis, o parlamentar criticou a interpretação apresentada pela professora e argumentou que enxergar racismo em situações cotidianas pode prejudicar o enfrentamento de casos efetivos de discriminação.
“Então, espera aí, o vendedor… não pode ser vendedor não, uai. Ele não pode te falar o preço das coisas, ele não pode te oferecer ali um produto mais barato, ele não pode estar atrás de você ali, entendeu? Esse tipo de coisa que ninguém aguenta, porque sabe o que que essa pessoa está fazendo, que é uma professora da Universidade Federal da Bahia? Ela está literalmente descredibilizando, atrapalhando a luta de fato contra o racismo”, declarou.
Na sequência, o deputado relacionou o episódio a debates sobre termos e expressões da língua portuguesa que, ao longo dos anos, passaram a ser questionados por possíveis conotações discriminatórias.
“Porque caramba, se qualquer coisa no seu dia a dia pode se tornar racismo, então velho, nada é racismo, uai. É daí que surgem as ideias de não pode falar que você ‘denegriu’ alguém, porque isso é racismo. Não pode falar que ‘a coisa está preta’, porque senão vai falar associado à cor da pessoa. Não pode falar ‘criado-mudo’, porque senão ofende os mudos”, afirmou.
Ao encerrar o vídeo, Nikolas voltou a ironizar o caso e comentou a reação da professora ao episódio ocorrido no restaurante.
“Fico pensando nesse vendedor, tadinho. O cara só perguntou crédito e fez a professora gravar um vídeo de 3 minutos. Imagina se ele tivesse perguntado ‘aproximação’. Já era, amigo. Aí seria assédio, com violência, com racismo. Sério, velho, que povo fresco que se ofende com tudo, né? Ah, não”, disse o deputado.
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