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Política
Presidente brasileiro antecipa viagem à França e busca esclarecer medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos que afetam a relação bilateral
Por: Camaçari Notícias
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (14) para Évian-les-Bains, na França, onde participará da cúpula do G7. A viagem foi antecipada devido à possibilidade de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participar apenas da cerimônia de abertura do encontro, marcada para segunda-feira (15).
Embora exista expectativa por um novo encontro entre os dois líderes, o Palácio do Planalto não formalizou um pedido de reunião bilateral. A avaliação do governo brasileiro é de que não haveria justificativa para uma nova agenda oficial logo após a recente conversa realizada entre Lula e Trump na Casa Branca.
Ainda assim, integrantes do governo não descartam a possibilidade de um contato informal durante o evento.
A eventual reunião ocorre em um momento de tensão na relação entre Brasil e Estados Unidos. Três temas têm provocado divergências entre os países: a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelo governo norte-americano, a ameaça de aplicação de uma tarifa de 25% no âmbito da Seção 301 e a cobrança de 12,5% relacionada a alegações de falhas no combate ao trabalho forçado.
A intenção de Lula é compreender melhor o alcance dessas medidas e, caso haja espaço para diálogo, buscar alternativas que evitem prejuízos à relação comercial entre as duas economias.
Durante a cúpula, o presidente brasileiro também deverá reforçar uma pauta recorrente de sua política externa: a ampliação da participação dos países emergentes nos processos de decisão global. O tema já foi defendido por Lula em fóruns internacionais como o G20 e o Brics.
O Brasil participará das sessões abertas aos países convidados. Na terça-feira (16), os debates serão voltados para parcerias internacionais. Já na quarta-feira (17), as discussões terão como foco estratégias para promover um crescimento econômico equilibrado.
Nos pronunciamentos previstos para o evento, Lula também deve defender o multilateralismo e fazer críticas a medidas consideradas unilaterais e protecionistas, sem mencionar diretamente as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos.
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