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Política
Senador afirma que recursos encontrados em endereço ligado a ele são provenientes de diárias de viagens internacionais e descarta ligação com instituições investigadas
Por: Camaçari Notícias
Foto: Alessandro Dantas
O senador Jaques Wagner rebateu, nesta quinta-feira (18), as acusações relacionadas à Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. Em entrevista à BandNews, o parlamentar afirmou que não recebeu recursos irregulares e negou qualquer envolvimento com os fatos investigados.
“Nunca recebi dinheiro de ninguém, muito menos de Augusto Lima”, declarou o senador ao comentar as suspeitas levantadas durante a operação.
Sobre os dólares apreendidos em um dos endereços ligados a ele, em Brasília, Wagner explicou que os valores são resultado de diárias recebidas em viagens oficiais ao exterior realizadas desde 2019.
Segundo o parlamentar, o montante acumulado chega a cerca de 70 mil dólares. Ele afirmou ainda que os recursos permanecem guardados em cofre pessoal e que parte das despesas internacionais costuma ser realizada por meio de cartão bancário.
“Não tenho nada a esconder. Esse dinheiro está guardado porque nem sempre utilizo os valores recebidos”, afirmou.
O senador também negou ter solicitado um apartamento ao empresário Augusto Lima. De acordo com sua versão, trata-se de um imóvel ainda em construção no bairro do Horto, em Salvador, que despertou interesse de sua família.
Wagner afirmou que conversou com o empresário sobre a possibilidade de aquisição do imóvel, com a intenção de posteriormente recomprá-lo para auxiliar uma de suas filhas.
Ele ressaltou ainda que não possui qualquer vínculo com o Banco Master ou com a Credcesta, empresas citadas no contexto das investigações.
Durante a entrevista, o petista garantiu que continuará com sua pré-candidatura ao Senado nas eleições de 2026 e disse estar tranquilo em relação às acusações.
“Estou muito seguro do que fiz. Não tenho CNPJ, empresa e nada”, declarou.
O senador também informou que permanecerá na liderança do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado. Segundo Wagner, recebeu uma ligação do chefe do Executivo em solidariedade após a operação da Polícia Federal.
De acordo com ele, qualquer decisão sobre mudanças na liderança governista cabe exclusivamente ao presidente da República.
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