Bahia vence a Chapecoense na Fonte Nova e sobe para o G-6 do Brasileirão
Publicado em
Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies
Notícias
/
Política
/
Governistas tentam isolar Lula de desgaste envolvendo Jaques Wagner após ação da PF no caso Banco Master
Política
Oposição vê governo exposto e tenta resgatar discurso em favor da criação de uma CPI para apurar as fraudes financeiras.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Aliados do governo federal têm se articulado para tentar desvincular a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva da investigação que envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, após a operação da Polícia Federal que apura supostas fraudes ligadas ao Banco Master. A estratégia, segundo parlamentares da base, é conter danos políticos e preservar a figura de Lula em meio à repercussão do caso.
De acordo com informações da CNN Brasil, a movimentação dentro da base governista ocorre após Wagner passar a ser citado no contexto das investigações. A avaliação entre aliados é de que o cenário exige “individualizar” eventuais investigados para evitar impactos na campanha presidencial de Lula.
Um dos primeiros a se posicionar foi o deputado Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara. Ele defendeu o afastamento de Wagner da liderança do governo no Senado e reforçou o discurso de apoio às investigações conduzidas pela Polícia Federal.
“O presidente Lula sempre disse: doa a quem doer, a investigação precisa ser feita até o fim! Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar à sua defesa, resguardada a presunção de inocência. A Polícia Federal está fazendo seu trabalho, e quem cometeu irregularidades deve responder por elas”, publicou.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), também reforçou a posição do Planalto de apoio às investigações e afirmou que o governo não tem relação com o caso.
“Não tem nada a ver com o nosso governo. O governo anterior é o grande responsável, e nós queremos que as investigações aconteçam com todo o rigor. A Polícia Federal tem autonomia para investigar, apurar tudo. Queremos que as apurações sejam feitas, doa a quem doer”, disse o ministro.
Nos bastidores, o presidente Lula deve se reunir com Jaques Wagner nos próximos dias para tratar do cenário político após a operação.
Oposição intensifica pressão e volta a defender CPI
A oposição aproveita o desgaste para ampliar a pressão sobre o governo e voltou a defender a criação de uma CPI para investigar o caso Banco Master. O movimento ganhou força após episódios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), citado em outro contexto de divulgação de áudios ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Durante evento em São Paulo, Flávio afirmou que o “PT da Bahia foi implodido pela Polícia Federal”. Já o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), criticou o partido governista.
“Enlamear os outros com a própria lama”, disse o parlamentar.
Divisão interna e disputa por narrativa
Dentro do PT, há posições distintas sobre o futuro de Jaques Wagner na liderança do governo. O presidente do partido, Edinho Silva, defendeu cautela e demonstrou confiança no senador.
“Os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados. Nesse processo de investigação e apuração, temos confiança que o Jaques Wagner esclarecerá todos os fatos, comprovando a sua inocência”, afirmou.
Na mesma linha, o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, rejeitou tentativas de associação mais ampla do caso ao partido.
“Uma tentativa de equiparar relações e falsamente criar a ideia de que o escândalo atinge igualmente todos os campos políticos brasileiros é inócua”, declarou.
O próprio Jaques Wagner afirmou que não pretende deixar o cargo por iniciativa própria e disse que o tema não foi tratado diretamente com Lula.
“Não acho que o Lula vai fazer isso, mas se ele fizer, é um direito dele. O cargo de líder do governo é do presidente da República, mas eu falei com ele hoje e ele sequer tocou nesse tema”, disse o senador.
Cenário político em aberto
A possível troca na liderança do governo no Senado segue em discussão interna no Planalto. Parte do PT avalia que há desgaste político após recentes votações no Congresso, enquanto outra ala defende cautela para evitar ampliar a crise.
Segundo a CNN Brasil, a situação de Wagner já vinha sendo monitorada após derrotas do governo no Senado e críticas à articulação política.
Siga o CN1 no Google Notícias e tenha acesso aos destaques do dia.
Publicado em
Publicado em
Publicado em
Publicado em
Política
17/07/2026 21:30
Política
17/07/2026 20:00
Política
17/07/2026 19:00
Política
17/07/2026 18:00