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Política
Palácio do Planalto avalia nomes da base aliada para substituir Jaques Wagner na articulação do governo no Senado.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Ricardo Stuckert/PR
A saída do senador Jaques Wagner da liderança do governo no Senado abriu uma nova frente de articulação política para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve definir nos próximos dias quem assumirá o posto estratégico no Congresso Nacional.
Wagner deixou a função após repercussões da operação da Polícia Federal no âmbito do caso envolvendo o Banco Master, que o atingiu na semana passada. Em nota, o senador afirmou que a decisão foi tomada em comum acordo com Lula e que sua prioridade, no momento, é se dedicar à própria defesa e às articulações políticas eleitorais.
A mudança ocorre em um momento considerado sensível para o governo no Senado Federal, onde tramitam pautas prioritárias do Executivo, como a proposta de emenda à Constituição que discute o fim da escala 6x1, já aprovada na Câmara dos Deputados e ainda pendente de avanço na Casa Alta sob análise do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Nos bastidores, parlamentares avaliam que o espaço para substituição dentro da bancada do Partido dos Trabalhadores é restrito. Dos nove senadores petistas, parte deve disputar a reeleição, o que limita a disponibilidade para funções de articulação mais intensa no governo.
Entre os nomes citados estão a senadora Teresa Leitão, o senador Beto Faro e o senador Camilo Santana. Este último é visto como o nome com maior afinidade para interlocução direta com Lula, embora acumule responsabilidades políticas no Nordeste, região considerada estratégica para o projeto de reeleição do presidente.
Segundo aliados, Camilo também deverá dividir esforços entre a articulação no Senado e sua participação nas estratégias eleitorais do governo, especialmente no Nordeste, onde atua na coordenação política do presidente.
Diante desse cenário, a possibilidade de Teresa Leitão assumir temporariamente o posto é considerada uma alternativa imediata, já que a senadora exerce liderança da bancada petista no Senado e mantém bom diálogo com diferentes setores da Casa, inclusive com a oposição.
A expectativa no Palácio do Planalto é de que a decisão final seja tomada ainda na próxima semana. O cargo de líder do governo no Senado é considerado fundamental para a articulação de projetos prioritários, especialmente em um período de encerramento de ciclo legislativo.
O caso também ocorre em meio às repercussões políticas envolvendo figuras ligadas ao governo, como o ministro Rui Costa e o governador Jerônimo Rodrigues, ambos aliados próximos de Lula e com influência na base governista.
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