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PL vê Michelle extrapolar limites ao expor atrito com Flávio Bolsonaro em meio a crise

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PL vê Michelle extrapolar limites ao expor atrito com Flávio Bolsonaro em meio a crise

Ex-primeira-dama critica decisão do partido no Ceará, expõe atrito com Flávio Bolsonaro e amplia tensão interna no PL sobre estratégia de alianças regionais.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Breno Carvalho

Dirigentes do Partido Liberal (PL) avaliam que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ultrapassou limites internos ao tornar público o atrito com o senador Flávio Bolsonaro durante divergências sobre a estratégia de alianças no Ceará. A avaliação, segundo integrantes da sigla ouvidos pela CNN, é de que a exposição do conflito familiar amplia tensões internas em um momento considerado sensível para a construção de palanques regionais.

Apesar das críticas, integrantes do partido reconhecem a relevância de Michelle no fortalecimento do PL junto ao eleitorado feminino e evangélico. Ainda assim, sob reserva, dirigentes afirmam que a ex-primeira-dama estaria adotando um “protagonismo que não cabe neste momento” e defendendo um posicionamento ideológico que, na avaliação deles, “não vence eleição”.

Aliados também sustentam que as articulações estaduais, incluindo as do Ceará, teriam sido autorizadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue como principal liderança do grupo político.

No centro da crise está a disputa sobre os rumos do partido no Ceará. O PL fechou apoio ao nome ligado a arranjos locais, enquanto Michelle defende o senador Eduardo Girão ao governo do estado e tenta viabilizar a candidatura da deputada federal Priscila Costa ao Senado. Já o presidente estadual da sigla, deputado André Fernandes, articula o nome do pai, o deputado estadual Alcides Fernandes.

Outro ponto de atrito citado por integrantes do partido é a interpretação de que Michelle teria sugerido que sua posição foi limitada por questões de gênero, o que gerou desconforto interno.

Sob reserva, aliados da presidente do PL Mulher afirmam que ela decidiu gravar o vídeo após se sentir alvo de ataques e tentativas de distorção dos fatos, afirmando que precisava se defender e esclarecer as articulações.

Em aproximadamente 26 minutos de fala, em duas publicações nas redes sociais nesta quarta-feira (24), Michelle detalhou sua versão sobre a crise no Ceará e relatou o contato com o senador Flávio Bolsonaro. Em sua manifestação, ela afirmou:

"Mas sinceramente, para falar o que ele [Flávio] me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone e eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem."

Em outro trecho, ao defender a indicação de Priscila Costa ao Senado, Michelle criticou a aliança com o grupo político de Ciro Gomes:

"É para se unir a esse homem que estão perseguindo e tentando retirar da disputa uma mulher nordestina, mãe de quatro filhos, que dedicou tudo ao movimento em defesa da vida. Já que a aliança com o Ciro é tão boa, por que o André não disponibiliza a vaga do próprio pai? Estranho, né? Por que mulher tem que ceder? Não dá para aceitar. E foi exatamente isso que me assustou quando cheguei a Brasília. Vi as postagens do Flávio contra mim nas redes sociais", disse Michelle.

Diante da repercussão, a orientação interna no PL é de cautela para conter a crise e evitar novos desgastes públicos. Aliados recomendam que Flávio Bolsonaro adote “cabeça fria” e evite respostas mais duras à ex-primeira-dama, com o objetivo de reduzir impactos no eleitorado feminino e evangélico.

A disputa interna expõe divergências na condução das alianças regionais do partido e amplia a tensão entre lideranças do núcleo político ligado à família Bolsonaro, em um momento de reorganização das estratégias para as próximas eleições. Com informações do CNN Brasil

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