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Câmara de Lauro de Freitas afasta presidente temporariamente após prisão

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Câmara de Lauro de Freitas afasta presidente temporariamente após prisão

Decisão foi publicada no Diário do Legislativo após prisão preventiva do vereador, investigado por suposta violência contra a companheira e ameaça

Por: Camaçari Notícias

Foto: Tiago Pacheco

A Câmara Municipal de Lauro de Freitas decidiu transferir, de forma temporária e por tempo indeterminado, a presidência da Casa Legislativa do vereador João Raimundo Damacena dos Santos, conhecido como Juca (PSDB), para o primeiro vice-presidente, Almir Santos, filiado à Rede Sustentabilidade.

A medida foi oficializada por meio de publicação no Diário do Legislativo desta quarta-feira (1º), após reunião realizada no plenário da Câmara Municipal.

Durante sessão realizada no mesmo dia, Almir Santos afirmou que a decisão busca dar uma resposta à população diante dos acontecimentos envolvendo o então presidente da Casa. Segundo o parlamentar, o Legislativo precisava manter sua normalidade administrativa e institucional enquanto os fatos são apurados pelas autoridades competentes.

O afastamento ocorre após a prisão de Juca na última sexta-feira (26), quando ele foi conduzido por equipes da Polícia Militar à Casa da Mulher Brasileira, em Salvador. O vereador é investigado por suposta violência contra a companheira após o término do relacionamento.

O caso também repercutiu no Executivo municipal. A prefeita de Lauro de Freitas, Débora Regis, manifestou-se publicamente e defendeu que as investigações sejam conduzidas com rigor. Em publicação nas redes sociais, a gestora ressaltou que episódios de violência de gênero não podem ser relativizados.

Além das acusações envolvendo a companheira, Juca também poderá responder por ameaça. Um funcionário do estabelecimento onde ocorreu a ocorrência registrou boletim de ocorrência alegando ter sido ameaçado de morte pelo vereador.

No domingo (28), o juiz Marcelo de Almeida Costa, da 1ª Vara das Garantias de Salvador, determinou a manutenção da prisão preventiva do parlamentar. Na decisão, o magistrado destacou que, embora a suposta vítima tenha alterado posteriormente sua versão dos fatos e negado as agressões, os elementos reunidos durante a investigação, incluindo depoimentos e demais provas, justificariam a continuidade da medida cautelar.

A Câmara Municipal informou que a transferência da presidência tem caráter temporário e permanecerá em vigor até nova deliberação da Casa.

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