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Lei cria espaço para discussão sobre gravidez precoce na rede estadual de ensino da Bahia

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Lei cria espaço para discussão sobre gravidez precoce na rede estadual de ensino da Bahia

Lei sancionada pela Assembleia Legislativa determina inclusão do tema no currículo, enquanto projeto que prevê comunicação de casos envolvendo menores de 14 anos segue em análise.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Banco de imagens/Freepik

A prevenção da gravidez precoce passará a integrar o currículo das escolas estaduais da Bahia. A medida está prevista na Lei nº 15.177, promulgada pela presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputada Ivana Bastos (PSD), e publicada no Diário Oficial em 1º de julho. A iniciativa estabelece a inserção de conteúdos educativos voltados à conscientização sobre a gravidez na adolescência dentro da rede pública de ensino.

Mesmo com a entrada em vigor da legislação, a aplicação nas unidades escolares ainda depende de uma regulamentação do Governo do Estado. Conforme determina o texto aprovado, o Executivo terá até 90 dias para definir as diretrizes de execução da medida, como os formatos das atividades, os temas que serão trabalhados em sala de aula e a forma de integração ao planejamento pedagógico.

A lei não estabelece uma carga horária específica nem detalha quais conteúdos deverão ser abordados. Esses pontos serão definidos pelo governo estadual durante a regulamentação, etapa considerada necessária para transformar a norma em ações efetivas dentro das escolas.

Entre as determinações previstas estão a inclusão do tema no currículo da educação estadual, a definição das regras de implementação pelo Executivo e o uso de recursos orçamentários próprios para custear as ações.

Medida busca ampliar informação e conscientização

A proposta tem como foco levar informações sobre prevenção, saúde e responsabilidade aos estudantes, criando um espaço de debate sobre os impactos da gravidez na adolescência e os cuidados necessários para evitar situações de vulnerabilidade.

A regulamentação deverá estabelecer as orientações pedagógicas que vão nortear o trabalho das escolas, indicando como professores e equipes educacionais deverão abordar o assunto com os alunos.

Projeto amplia proteção para meninas menores de 14 anos

Paralelamente à nova lei, outro projeto em tramitação na Assembleia Legislativa da Bahia trata da gravidez envolvendo meninas com menos de 14 anos. A proposta, apresentada pelo deputado estadual Júnior Muniz (PT), prevê que escolas públicas e privadas comuniquem às autoridades competentes casos desse tipo.

O texto determina que a informação seja encaminhada ao Ministério Público, à Polícia Civil, ao Conselho Tutelar, à Secretaria Municipal de Educação e aos órgãos de assistência social, mantendo o sigilo sobre a identidade da estudante.

Na justificativa, o parlamentar argumenta que, conforme a legislação brasileira, relações sexuais com menores de 14 anos podem configurar estupro de vulnerável. Dessa forma, uma gestação nessa faixa etária deve ser analisada pela rede de proteção como uma possível situação de violência sexual.

Diferentemente da Lei nº 15.177, a proposta ainda não foi aprovada pela Alba e continua em fase de tramitação. Caso avance, poderá estabelecer novos procedimentos para identificação e acompanhamento de casos envolvendo crianças e adolescentes em situação de risco.

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