Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Notícias

/

Política

/

Após barrar pesquisa da AtlasIntel, TSE busca acordo com institutos sobre novas regras eleitorais

Política

Após barrar pesquisa da AtlasIntel, TSE busca acordo com institutos sobre novas regras eleitorais

Encontro acontece em Brasília com participação de 19 empresas do setor após decisão que suspendeu pesquisa da AtlasIntel envolvendo pré-candidato à Presidência.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Luiz Roberto/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza nesta terça-feira (14), às 9h, uma reunião com representantes de 19 institutos de pesquisa para discutir critérios, procedimentos e parâmetros relacionados à realização e divulgação de levantamentos eleitorais durante o período que antecede as eleições de 2026.

O encontro acontece na sede da Corte, em Brasília, e ocorre após o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspender uma pesquisa da AtlasIntel sobre o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A reunião tem como objetivo buscar um entendimento entre a Justiça Eleitoral e as empresas responsáveis pelos levantamentos, especialmente em relação a temas que envolvem transparência metodológica, elaboração de questionários e recursos utilizados durante as entrevistas, como áudios e vídeos.

Participam do encontro representantes de institutos como AtlasIntel, Datafolha, Quaest, Ipec, Paraná Pesquisas, PoderData, Ipespe, entre outros.

A suspensão determinada por Nunes Marques gerou debate dentro da Corte e será analisada novamente pelo plenário do TSE. O julgamento foi interrompido em junho após um pedido de vista da ministra Estela Aranha, que solicitou mais tempo para avaliar o processo.

A pesquisa questionada apontava uma redução nos índices de Flávio Bolsonaro após a divulgação de conversas envolvendo o senador e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Um dos pontos levantados pelo ministro foi a exibição de um áudio aos entrevistados durante o levantamento, o que poderia, segundo a decisão, influenciar as respostas.

O material apresentado aos participantes fazia referência a uma gravação em que Flávio Bolsonaro cobra valores do banqueiro relacionados à produção do filme “Dark Horse”, obra sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A equipe do senador afirmou que o procedimento poderia ter interferido na percepção dos eleitores. Já a AtlasIntel negou qualquer tentativa de indução e declarou que o áudio não integrava o questionário principal, sendo exibido somente ao final da entrevista para os participantes que aceitaram registrar suas reações.

Segundo o instituto, os entrevistados não tinham possibilidade de retornar às perguntas anteriores ou alterar respostas já cadastradas.

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se posicionou contra a suspensão da pesquisa e defendeu que a Justiça Eleitoral deve atuar apenas em casos excepcionais, quando houver comprovação objetiva de comprometimento da imparcialidade.

A expectativa é que a ministra Estela Aranha apresente sua análise após a reunião desta terça-feira. A previsão é que o julgamento seja retomado pelo plenário do TSE em agosto, depois do recesso do Judiciário.

Siga o CN1 no Google Notícias e tenha acesso aos destaques do dia.

Relacionados