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TSE fecha acordos com gigantes das redes sociais para conter desinformação nas eleições

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TSE fecha acordos com gigantes das redes sociais para conter desinformação nas eleições

Parcerias com Facebook, Google, TikTok, LinkedIn, X, Telegram e Kwai criam canais de denúncia, ações educativas e ferramentas para aproximar eleitores de informações oficiais.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou acordos com sete grandes plataformas digitais para fortalecer o enfrentamento à desinformação durante as eleições de 2026. A iniciativa envolve Facebook, Google, TikTok, LinkedIn, X, Telegram e Kwai e prevê medidas como criação de canais de denúncia, capacitação de equipes e divulgação de conteúdos oficiais sobre o processo eleitoral.

Os memorandos de entendimento foram anunciados nesta terça-feira (28) e fazem parte do Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral. As parcerias foram construídas a partir de uma reunião realizada em 16 de julho entre o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e representantes das plataformas digitais.

Entre as ações previstas está o compartilhamento de informações com a Justiça Eleitoral para identificar conteúdos que possam violar regras eleitorais, além da criação de espaços dentro das próprias plataformas para orientar os usuários sobre o funcionamento das eleições.

Meta disponibilizará ferramentas para Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp

O acordo com a Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp, prevê o uso do recurso Megafone, que permitirá ao TSE enviar mensagens de interesse público aos usuários brasileiros durante o período eleitoral.

No WhatsApp, o tribunal terá acesso à Business API da plataforma para facilitar a comunicação direta com eleitores. A parceria também inclui a integração com o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), permitindo o encaminhamento de denúncias relacionadas a conteúdos suspeitos.

Usuários poderão denunciar contas suspeitas de disparos em massa de mensagens eleitorais. Os casos avaliados pelo TSE com possíveis irregularidades serão encaminhados à plataforma para adoção das medidas previstas.

A Meta também disponibilizará ao tribunal a Biblioteca de Anúncios, ferramenta que reúne informações sobre anúncios políticos e eleitorais publicados na plataforma, incluindo dados sobre anunciantes, gastos, alcance e segmentação do público.

Google terá ferramentas de proteção digital e informações eleitorais

A parceria com o Google prevê uma seleção especial de aplicativos com informações cívicas na Google Play Store durante as eleições, incluindo serviços oficiais da Justiça Eleitoral.

A empresa também direcionará usuários para conteúdos relacionados ao título eleitoral, regras para votar e iniciativas do TSE. Outro recurso disponibilizado será o Project Shield, ferramenta voltada à proteção de páginas institucionais contra ataques digitais.

O Google ainda lançará o Trends Hub de Eleições, plataforma que reunirá dados sobre pesquisas relacionadas ao pleito feitas no buscador. A ferramenta está prevista para entrar no ar em agosto e permanecer disponível durante todo o período eleitoral.

TikTok e Kwai terão centros de informação sobre eleições

O TikTok criará o Centro de Informações Eleições 2026, espaço com conteúdos educativos e informações verificadas sobre o processo eleitoral. A plataforma também deverá apoiar transmissões ao vivo do TSE e aplicar etiquetas em conteúdos relacionados às eleições, direcionando usuários para informações oficiais.

O acordo prevê ainda treinamentos para equipes da Justiça Eleitoral, partidos políticos, organizações de checagem de fatos e instituições de pesquisa.

Já o Kwai desenvolverá uma página interna com materiais educativos sobre o processo eleitoral. A plataforma também auxiliará na divulgação de conteúdos do TSE e oferecerá capacitações para equipes da Justiça Eleitoral e partidos sobre o uso adequado da rede.

Telegram e X criam canais de cooperação com o TSE

O Telegram permitirá que o TSE desenvolva um bot oficial com recursos para envio de comunicados regionais, coleta de opiniões e atendimento de solicitações dos usuários.

A plataforma também indicará representantes para acesso ao Siade, sistema responsável pelo recebimento e análise de denúncias sobre possíveis irregularidades.

No X, o acordo prevê a criação de direcionamentos para páginas oficiais da Justiça Eleitoral na página inicial da plataforma e nos resultados de pesquisas relacionadas às eleições.

A empresa também se comprometeu a agir diante de possíveis violações às suas regras, incluindo casos de manipulação ou interferência no processo eleitoral.

LinkedIn terá espaço dedicado às eleições de 2026

O LinkedIn vai criar o serviço “LinkedIn Notícias – Informações sobre as Eleições Gerais 2026”, com conteúdos produzidos pela equipe editorial da plataforma.

O TSE também poderá utilizar as páginas oficiais da rede para divulgar informações ao eleitorado. O acordo prevê ainda medidas contra contas falsas, comportamentos coordenados considerados inautênticos e a publicação de relatórios de transparência sobre ações de combate à desinformação.

Segundo o tribunal, os acordos não envolvem repasse de recursos financeiros e têm validade até 31 de dezembro de 2026. A iniciativa busca ampliar o acesso da população a informações confiáveis e reduzir a circulação de conteúdos falsos durante o período eleitoral.

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