Feijão começa a baixar de preço nos supermercados após disparada no primeiro semestre
Publicado em
Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies
Política
Presidente é oficializado candidato à reeleição com Geraldo Alckmin na vice, anuncia cinco compromissos para um eventual novo mandato e faz mea-culpa durante discurso em São Paulo.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Sergio Lima/AFP
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi oficializado neste domingo (2) como candidato à reeleição durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores, realizada no Expo Center Norte, em São Paulo. Aos 80 anos, o petista disputará o quarto mandato presidencial, repetindo a chapa vencedora de 2022 com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Diante de militantes e lideranças de partidos aliados, Lula fez um discurso de mais de uma hora, reconheceu erros cometidos ao longo da trajetória política e apresentou as prioridades que pretende colocar em prática caso seja reeleito.
"Peço desculpas pelos erros que cometi e pelas coisas que não fiz", afirmou.
O presidente também adotou um tom mais combativo ao definir como pretende conduzir um eventual quarto mandato.
"No quarto mandato, eu não quero Lulinha paz e amor, quero Lulinha porreta."
Cinco compromissos para um novo governo
Durante o evento, Lula anunciou cinco compromissos que pretende assumir caso permaneça no Palácio do Planalto:
Resolver definitivamente o papel da educação no país;
Criar um programa voltado à população idosa;
Fortalecer a indústria militar brasileira;
Garantir que as riquezas provenientes das terras raras permaneçam sob controle dos brasileiros;
Ampliar programas de transição energética.
Segundo o presidente, o programa completo de governo será divulgado apenas a partir de 16 de agosto, quando terá início oficialmente a campanha eleitoral.
Janja discursa após convite de Lula
Um dos momentos que mais chamou atenção na convenção aconteceu antes do discurso principal. Ao perceber que nenhuma mulher havia sido escalada para falar no evento, Lula interrompeu o protocolo e convidou a primeira-dama Janja da Silva para subir ao palco.
"Uma crítica a mim. Não é possível que a gente tenha esquecido de, no principal evento da nossa campanha, não ter colocado uma mulher para falar", declarou.
Ao assumir o microfone, Janja destacou os desafios enfrentados pelas mulheres.
"É difícil porque a gente precisa estar todo dia se reafirmando, né, mulherada?"
Aliados reforçam apoio
Antes da oficialização da candidatura, discursaram o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o candidato petista ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad.
Edinho afirmou que a eleição definirá o futuro do país.
"O Brasil terá que fazer uma escolha de que legado vamos deixar, que Brasil vamos construir."
Já Haddad defendeu a continuidade da atual gestão.
"O Brasil precisa de um marujo confiável, experiente, que saiba acionar as ferramentas necessárias para proteger a soberania do Brasil. Lula é motivo de inveja no mundo. Só que o Lula é brasileiro."
Também participaram da convenção lideranças de partidos aliados, como PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede, além de ministros e parlamentares da base governista.
Caminho para o quarto mandato
Caso seja eleito em outubro, Lula chegará ao quarto mandato presidencial. O petista governou o país entre 2003 e 2010, voltou ao Palácio do Planalto em 2023 e agora tenta permanecer no cargo por mais quatro anos.
Se vencer, acumulará 16 anos na Presidência da República, ficando atrás apenas de Getúlio Vargas em tempo de governo.
Ao longo da carreira, Lula também disputou as eleições presidenciais de 1989, 1994 e 1998, quando foi derrotado. Em 2018, chegou a ser oficializado candidato pelo PT, mas teve a candidatura barrada pela Justiça, sendo substituído por Fernando Haddad.
Alckmin permanece na chapa
A convenção confirmou novamente Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente. Antigos adversários nas urnas, Lula e Alckmin repetem a aliança formada em 2022.
Além da vice-presidência, Alckmin também ocupa o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e é considerado um dos principais articuladores do governo junto ao setor produtivo.
A candidatura de Lula reúne uma ampla coligação formada por PT, PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede.
Campanha começa em agosto
Com a convenção realizada neste domingo, Lula conclui o processo de oficialização da candidatura. Os partidos têm até o dia 5 de agosto para realizar suas convenções, enquanto o registro das candidaturas deverá ser feito na Justiça Eleitoral até 15 de agosto. A campanha eleitoral terá início oficialmente em 16 de agosto.
Campanha começa em meio a investigação envolvendo filho
Lula inicia a disputa eleitoral enquanto seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, é alvo de dois inquéritos autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
As investigações apuram suspeitas de tráfico de influência e corrupção relacionadas à suposta atuação de Lulinha em favor de lobistas interessados em negócios com instituições públicas.
A defesa nega qualquer irregularidade e afirma que não há elementos que justifiquem a abertura dos inquéritos. Na última semana, o presidente comentou o caso e afirmou que o filho não receberá tratamento diferenciado.
"Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como o filho de qualquer pessoa. Como eu. Não haverá nenhum privilégio. Jamais pedirei para um juiz não fazer a coisa correta. Se ele tiver certo, vai ter ajuda minha. Se fizer coisa errada, ele sabe o que eu passei."
Publicado em
Publicado em
Publicado em
Publicado em
Política
08/08/2026 09:45
Política
07/08/2026 15:20
Política
07/08/2026 12:05
Política
07/08/2026 09:40