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Deputada Ivoneide Caetano defende mais mulheres na política e aponta desigualdade na representação

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Deputada Ivoneide Caetano defende mais mulheres na política e aponta desigualdade na representação

Deputada federal Ivoneide Caetano revela que, apesar de as mulheres representarem 52,84% do eleitorado brasileiro, elas ainda são minoria nos espaços de poder e defende mais candidaturas femininas nas eleições de 2026.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Divulgação

As mulheres representam a maioria da população e do eleitorado brasileiro, mas ainda ocupam uma parcela reduzida dos cargos eletivos. Diante desse cenário, a deputada federal Ivoneide Caetano (PT-BA) defendeu a ampliação da participação feminina na política e chamou atenção para a diferença entre a presença das mulheres nas urnas e nos espaços de decisão.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que as mulheres representam 52,84% do eleitorado apto a votar nas Eleições 2026. São cerca de 83,8 milhões de eleitoras em todo o país. Apesar da maioria entre quem escolhe os representantes, a presença feminina nos cargos políticos permanece proporcionalmente menor.

Ivoneide Caetano, única deputada federal do PT da Bahia na atual legislatura, relacionou essa diferença a barreiras históricas enfrentadas pelas mulheres na política e defendeu maior participação feminina nos espaços de poder.

“Somos também a maioria das eleitoras no Brasil e muitos dos temas tratados no país versam sobre assuntos que dizem respeito a nós, mulheres, e não podemos ficar em segundo plano e deixar que homens decidam por nós”, afirmou.

A diferença também pode ser observada na composição da Câmara dos Deputados. Nas eleições de 2022, 91 mulheres foram eleitas para as 513 cadeiras da Casa, segundo dados da Justiça Eleitoral.

A participação feminina nas urnas acompanha a própria composição da população brasileira. O Censo Demográfico de 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), contabilizou aproximadamente 104,5 milhões de mulheres, equivalentes a 51,5% da população do país, ante 98,5 milhões de homens.

Barreiras à participação feminina

Além da diferença numérica, Ivoneide apontou preconceitos culturais e a violência política de gênero entre os obstáculos enfrentados pelas mulheres que ingressam ou pretendem ingressar na vida pública.

“Se não nos articularmos para defendermos mais mulheres na política e se não insistirmos nessa pauta, ficamos estagnadas. Estamos desafiadas a avançar e garantir que mais mulheres sejam eleitas”, declarou a deputada.

A legislação eleitoral brasileira estabelece mecanismos para ampliar a participação feminina nas disputas proporcionais. Entre as regras estão a exigência de percentual mínimo de candidaturas de cada sexo e critérios específicos relacionados ao financiamento e à propaganda das candidaturas femininas.

Para Ivoneide, entretanto, a ampliação da representação também depende da construção de condições para que novas lideranças possam participar das disputas eleitorais de maneira competitiva.

A deputada avalia que uma presença maior de mulheres nos espaços de decisão pode ampliar a discussão de políticas públicas relacionadas a temas como igualdade salarial, enfrentamento à violência contra a mulher, direitos humanos e políticas destinadas às mães.

A parlamentar também destacou a importância da representatividade para estimular novas gerações a participarem da vida pública.

“Precisamos encorajar a nossa juventude, a nova geração de meninas e mulheres do nosso estado e do nosso país a acreditar que é possível fazer parte da política. Mas, para isso, é importante apontarmos caminhos e oferecermos condições concretas para construção de nomes e candidaturas competitivas, principalmente dentro das estruturas partidárias”, afirmou.

O debate ocorre em meio ao calendário das Eleições Gerais de 2026. O período de convenções partidárias terminou na quarta-feira (5), e partidos, federações e coligações têm até 15 de agosto para solicitar à Justiça Eleitoral o registro das candidaturas. A propaganda eleitoral passa a ser permitida a partir de 16 de agosto.

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