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Bahia terá dois senadores na corrida por duas vagas em uma das eleições mais disputadas do Senado

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Bahia terá dois senadores na corrida por duas vagas em uma das eleições mais disputadas do Senado

Eleição deste ano terá 54 vagas em disputa no Senado.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A eleição de 2026 promete movimentar o cenário político nacional com uma ampla renovação no Senado Federal. Dos 81 parlamentares que integram a Casa, 54 cadeiras estarão em disputa, o equivalente a dois terços do total. Entre os atuais senadores, 32 tentam renovar o mandato nas urnas.

Na Bahia, a disputa ganha contornos próprios. Angelo Coronel (Republicanos) e Jaques Wagner (PT) estão entre os parlamentares que buscam permanecer no Senado. A terceira cadeira baiana, ocupada por Otto Alencar (PSD), não será renovada neste ano.

Com duas vagas disponíveis, o eleitor baiano poderá votar em dois candidatos ao Senado.

Bahia terá dois titulares novamente na disputa

Jaques Wagner ocupa uma cadeira no Senado desde 2015 e integra a base política do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em junho deste ano, o petista deixou a liderança do governo no Senado, função que passou para a senadora Teresa Leitão (PT-PE).

Na corrida eleitoral, Wagner aparece articulado com o grupo governista baiano e aposta em uma composição com o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa, que também disputa uma vaga ao Senado.

Do outro lado do tabuleiro político, Angelo Coronel tenta conquistar mais oito anos no Congresso. Ele foi eleito senador em 2018 pelo grupo governista, mas posteriormente rompeu com a base e passou a atuar no campo de oposição ao governo estadual.

Na atual configuração política baiana, Coronel divide agendas com ACM Neto (União Brasil), que disputa o governo da Bahia, e João Roma (PL), também candidato ao Senado.

O cenário coloca dois atuais senadores frente a uma disputa que promete ser marcada por alianças, chapas e articulações políticas até outubro.

Quem está na corrida pela reeleição

Além dos dois baianos, outros 30 senadores registraram candidatura para tentar permanecer no cargo. A lista reúne nomes de diferentes partidos e regiões do país:

Alessandro Vieira (MDB-SE)

Ângelo Coronel (Republicanos-BA)

Carlos Fávaro (PSD-MT)

Carlos Portinho (PL-RJ)

Carlos Viana (PSD-MG)

Chico Rodrigues (PSB-RR)

Cid Gomes (PSB-CE)

Ciro Nogueira (PP-PI)

Eduardo Braga (MDB-AM)

Eduardo Gomes (PL-TO)

Eliziane Gama (PSD-MA)

Esperidião Amin (PP-SC)

Fabiano Contarato (PT-ES)

Humberto Costa (PT-PE)

Jaques Wagner (PT-BA)

Leila Barros (PDT-DF)

Lucas Barreto (PSD-AP)

Marcelo Castro (MDB-PI)

Marcio Bittar (PL-AC)

Marcos do Val (Avante-ES)

Plínio Valério (PSDB-AM)

Randolfe Rodrigues (PT-AP)

Renan Calheiros (MDB-AL)

Rogerio Carvalho (PT-SE)

Sérgio Petecão (PSD-AC)

Soraya Thronicke (PSB-MS)

Styvenson Valentim (Podemos-RN)

Vanderlan Cardoso (PSD-GO)

Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)

Weverton (PDT-MA)

Zenaide Maia (PSD-RN)

Zequinha Marinho (Podemos-PA)

Disputa será por duas vagas em cada Estado

A renovação do Senado ocorre de forma alternada. Em uma eleição, um terço das cadeiras é colocado em disputa; na seguinte, dois terços. Como o mandato dos senadores é de oito anos, o sistema permite uma renovação parcial da Casa a cada quatro anos.

Em 2026, portanto, serão eleitos 54 senadores. Cada Estado e o Distrito Federal possuem três representantes no Senado, independentemente do tamanho da população.

Diferentemente da eleição para deputado, a disputa pelo Senado é majoritária. Em cada unidade da Federação, os dois candidatos mais votados conquistam as vagas disponíveis.

Na Bahia, isso significa que o eleitor poderá escolher dois nomes entre os candidatos registrados.

Quase seis candidatos por vaga

A disputa nacional também chama atenção pelo número de concorrentes. Segundo os dados apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 314 candidaturas foram registradas para as 54 vagas disponíveis.

Na média, são aproximadamente 5,8 candidatos por cadeira.

A quantidade de concorrentes varia bastante entre os estados. Alagoas registra sete candidatos, enquanto o Piauí chega a 20 nomes na disputa.

Cada candidato ao Senado também precisa registrar dois suplentes, que podem assumir o mandato em situações previstas pela legislação eleitoral.

Com dois terços da Casa em jogo, a eleição de 2026 terá impacto direto na composição política do Senado. Na Bahia, a disputa ganha um ingrediente adicional: duas das três cadeiras estarão abertas e dois dos atuais ocupantes decidiram colocar seus mandatos novamente à prova nas urnas.

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