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Moraes autoriza visitas de Carlos e Jair Renan a Bolsonaro; Flávio continua impedido
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Encontros com o ex-presidente não poderão ter finalidade político-eleitoral
Por: Camaçari Notícias
Foto: Adriano Machado/REUTERS
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (21) que os filhos Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro voltem a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A decisão estabelece, porém, que os encontros não poderão ter finalidade político-eleitoral nem servir para viabilizar a divulgação de manifestos ou outros conteúdos dessa natureza.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é candidato à Presidência da República, continua proibido de se encontrar com o pai até o fim das eleições.
Em julho, Moraes havia determinado a suspensão das visitas gerais a Jair Bolsonaro pelo período de 30 dias. Na ocasião, ficaram mantidas apenas as visitas permanentes das equipes médica e fisioterapêutica e dos advogados.
A restrição foi imposta depois que Flávio Bolsonaro divulgou publicamente uma carta intitulada "Carta aos brasileiros", atribuída ao pai, o que, segundo a decisão, teria violado uma das medidas estabelecidas pelo Supremo para o cumprimento da prisão domiciliar.
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à chamada trama golpista. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar em razão de seu estado de saúde.
A defesa de Jair Bolsonaro comunicou ao STF nesta sexta-feira que retomaria o agendamento das chamadas visitas gerais ao ex-presidente. A suspensão estava em vigor desde 17 de julho e o prazo de 30 dias terminou na semana passada.
As visitas das equipes médica e fisioterapêutica, assim como dos advogados, permaneceram autorizadas durante o período de restrição.
A defesa de Bolsonaro também recorreu da decisão que proibiu encontros com finalidade político-eleitoral e a divulgação de manifestos com esse caráter.
Os advogados classificaram a restrição como "genérica" e argumentaram que a medida estabeleceria uma limitação sem respaldo constitucional ou legal.
Moraes também negou anteriormente um pedido para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visitasse Jair Bolsonaro. O encontro estava previsto para 25 de julho, mesma data da convenção nacional do PL que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência da República.
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