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Seu voto pode ser rastreado pela biometria? Entenda o que acontece na urna

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Seu voto pode ser rastreado pela biometria? Entenda o que acontece na urna

Identificação digital confirma identidade antes da votação, enquanto sistema eletrônico mantém escolha do cidadão protegida por mecanismos de segurança.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Divulgação/TSE

A biometria será utilizada em todas as seções eleitorais do país nas Eleições 2026. O recurso, porém, tem uma função específica: confirmar a identidade do eleitor antes da liberação para a cabine de votação. A leitura da impressão digital não fica vinculada aos candidatos escolhidos na urna eletrônica.

A tecnologia começou a ser incorporada ao processo eleitoral brasileiro em 2008 e, com a Resolução TSE nº 23.759/2026, passa a ser obrigatória em todas as seções eleitorais.

Biometria e voto funcionam de forma independente

O procedimento ocorre ainda na mesa receptora. O eleitor apresenta a documentação necessária, tem a identidade conferida pelo mesário e realiza a leitura biométrica. Uma vez confirmada a identificação, o acesso à urna é liberado.

A partir desse momento, o sistema de votação não utiliza a identificação biométrica para registrar as escolhas feitas pelo eleitor. O equipamento funciona de maneira independente do cadastro usado na etapa de identificação.

Essa separação é uma das medidas adotadas para preservar o sigilo do voto, princípio previsto na legislação eleitoral brasileira.

Sistema embaralha registros dos votos

Os votos digitados na urna são armazenados no Registro Digital do Voto (RDV), estrutura que utiliza mecanismos de segurança para proteger os dados.

A ordem em que os votos são registrados também não permite identificar quem escolheu determinado candidato. Um algoritmo realiza o embaralhamento dos registros, impedindo que a sequência das escolhas seja associada à ordem de chegada dos eleitores.

Com isso, mesmo que seja conhecida a hora em que determinada pessoa votou, não é possível utilizar essa informação para descobrir em qual candidato ela votou.

Ao final da votação, a urna totaliza os votos e gera o Boletim de Urna (BU), documento que apresenta os resultados daquela seção sem identificar os autores de cada escolha.

Fiscalização acompanha segurança das urnas

A segurança do processo eleitoral também é submetida a mecanismos de fiscalização e auditoria. Entidades fiscalizadoras acompanham diferentes etapas de verificação dos equipamentos utilizados nas eleições.

Entre os procedimentos está o Teste de Integridade, realizado pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Durante a fiscalização, votos previamente conhecidos são inseridos nas urnas e os resultados obtidos eletronicamente são comparados com os registros utilizados na auditoria.

A medida permite verificar o funcionamento dos equipamentos sem comprometer o sigilo das escolhas feitas pelos eleitores durante a votação oficial.

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