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Flávio Bolsonaro apoia volta de Eduardo Cunha ao Congresso e celebra papel no impeachment de Dilma

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Flávio Bolsonaro apoia volta de Eduardo Cunha ao Congresso e celebra papel no impeachment de Dilma

Ex-presidente da Câmara, que teve o mandato cassado há dez anos, tenta retornar à Casa como candidato a deputado federal por Minas Gerais.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Reprodução

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) declarou apoio à candidatura do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos) a deputado federal por Minas Gerais. Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (27), Flávio exaltou a atuação de Cunha durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), ocorrido em 2016.

Ao apresentar Cunha como candidato, Flávio afirmou que o ex-presidente da Câmara teve um papel relevante na história política do país e atribuiu a ele participação decisiva no afastamento de Dilma.

“Foi aquele que abriu os olhos da população brasileira e derrubou a Dilma, talvez a pior presidente que esse país tenha tido na sua história.”

Cunha agradeceu o apoio e afirmou que também trabalha pela candidatura de Flávio à Presidência. Segundo ele, embora o Republicanos tenha adotado uma posição de neutralidade na disputa presidencial, sua manifestação em favor do candidato do PL é pessoal.

“Eu estou apoiando o Flávio Bolsonaro. Meu partido Republicanos está neutro, mas eu estou apoiando o Flávio Bolsonaro em Minas Gerais e no Brasil.”

O vídeo termina com uma declaração do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a sessão da Câmara que autorizou o prosseguimento do processo de impeachment de Dilma, em abril de 2016. Na época, Bolsonaro era deputado federal e parabenizou Cunha pela condução da votação.

“Tem um nome que entrará para a história nessa data, pela forma como conduziu os trabalhos nessa Casa. Parabéns, presidente Eduardo Cunha.”

Cunha comandou Câmara durante impeachment de Dilma

Eduardo Cunha estava à frente da Câmara dos Deputados quando recebeu, em dezembro de 2015, o pedido de impeachment contra Dilma Rousseff. Meses depois, em abril de 2016, ele presidiu a sessão que decidiu pelo encaminhamento do processo ao Senado.

Na votação, 367 deputados votaram a favor da continuidade do impeachment, enquanto 137 foram contrários.

O Senado confirmou a cassação definitiva do mandato de Dilma em 31 de agosto de 2016. Dez anos depois, o episódio continua sendo utilizado como referência no discurso político de aliados de Cunha, como ocorreu no vídeo divulgado por Flávio Bolsonaro.

Poucos dias depois da cassação de Dilma, em 12 de setembro de 2016, Cunha também perdeu o mandato de deputado federal. A cassação foi aprovada pelo plenário da Câmara por 450 votos a 10, em processo relacionado à quebra de decoro parlamentar.

A acusação estava ligada à declaração de Cunha de que não mantinha contas no exterior. No mês seguinte, ele foi preso no âmbito da Operação Lava Jato. Posteriormente, decisões judiciais relacionadas aos processos contra o ex-deputado foram anuladas.

Eduardo Cunha tenta retornar ao Congresso

Em 2022, Cunha tentou voltar à Câmara dos Deputados como candidato por São Paulo, mas não conseguiu se eleger.

Para as eleições de 2026, o ex-presidente da Câmara transferiu seu domicílio eleitoral para Minas Gerais e lançou candidatura a deputado federal pelo Republicanos. A tentativa de retorno ao Congresso ocorre exatamente dez anos depois de sua cassação.

O registro da candidatura, no entanto, é alvo de questionamento na Justiça Eleitoral.

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