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Reinaldo Azevedo critica suposto tratamento privilegiado dado a ACM Neto por André Mendonça
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Jornalista citou relatório da PF que aponta diferenças na condução de investigações e questionamentos sobre a cadeia de custódia das provas
Por: Camaçari Notícias
Foto: Reprodução
O jornalista e comentarista político Reinaldo Azevedo criticou o que classificou como um suposto tratamento privilegiado dado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça ao ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), no contexto das investigações envolvendo o Banco Master.
A declaração ocorreu durante análise sobre os desdobramentos do caso. Segundo documentos de inteligência da Polícia Federal citados em decisão do ministro Alexandre de Moraes, Mendonça teria manifestado, em uma reunião realizada em agosto, a percepção de que ACM Neto estaria exercendo atividade de representação de interesses dentro dos limites permitidos. O relatório da PF comparou a situação com a de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e apontou a possibilidade de aplicação de critérios diferentes conforme o perfil político dos investigados.
Ao comentar o episódio, Reinaldo Azevedo afirmou que a postura de Mendonça indicaria uma espécie de tolerância com a atuação de Neto.
“O ACM Neto, deixa o ACM Neto pra lá, ele só tá ali fazendo um lobizinho, não usou essa expressão, mas a ideia era essa”, afirmou o jornalista.
Os relatórios da PF também levantaram questionamentos sobre a forma como Mendonça teria conduzido parte das investigações relacionadas às operações Sem Desconto e Compliance Zero, que envolve o Banco Master. Segundo os documentos, o ministro teria tido acesso antecipado a dados brutos extraídos de celulares antes da análise dos investigadores, o que, na avaliação dos policiais, poderia comprometer a cadeia de custódia das provas.
Ainda durante a análise, Azevedo mencionou um trecho do relatório segundo o qual o formato de condução do inquérito permitiria ao ministro selecionar ou suprimir documentos, o que poderia representar uma quebra da cadeia de custódia.
As acusações fazem parte de relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal. Os próprios documentos ressaltam que esse tipo de material é elaborado em um contexto de informação incompleta, trabalha com hipóteses e não possui, por si só, valor probatório.
O caso ganhou novos contornos após Alexandre de Moraes encaminhar ao presidente do STF, Edson Fachin, pedido para que fossem apuradas possíveis irregularidades na atuação de André Mendonça na condução das investigações. Fachin abriu um procedimento e determinou que os envolvidos apresentem informações no prazo de cinco dias úteis.
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