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Política
Presidente classificou o episódio como o “maior crime financeiro da história do Brasil” e cobrou transparência diante da crise no STF
Por: Camaçari Notícias
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quarta-feira (9), a quebra completa do sigilo das investigações relacionadas ao caso Master. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que a medida deve ser adotada com urgência e classificou o episódio como “o maior crime financeiro da história do Brasil”.
A declaração ocorre em meio à crise entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo decisões relacionadas às investigações do caso Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Lula cobrou transparência sobre o andamento das apurações e criticou a divulgação seletiva de informações que, segundo ele, pode interferir no cenário político e eleitoral.
“O povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”, afirmou o presidente.
Na publicação, Lula defendeu que o sigilo seja levantado de forma integral, independentemente das pessoas envolvidas nas investigações.
“O Brasil precisa saber a verdade”, concluiu.
Entenda o caso
A crise no STF ganhou novos contornos após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de relatórios parciais relacionados à Operação Compliance Zero, da qual é relator. A investigação apura suspeitas de corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente envolvendo Daniel Vorcaro.
Entre os documentos divulgados estão 52 mensagens que, segundo os investigadores, teriam sido enviadas por Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes. O conteúdo indicaria uma relação de proximidade entre os dois e mencionaria um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
Moraes nega ter mantido contato com o ex-banqueiro. Após a divulgação dos documentos, o ministro tornou público um relatório de inteligência da Polícia Federal que, segundo ele, apontaria indícios de direcionamento político na condução das investigações por parte de Mendonça, especialmente contra adversários.
O caso segue sob investigação e tem provocado divergências dentro da Corte sobre a condução e a divulgação de informações relacionadas à Operação Compliance Zero.
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