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Caso Master: proposta de delação de Vorcaro cita supostos repasses de R$ 3 milhões mensais a grupo ligado a Wagner

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Caso Master: proposta de delação de Vorcaro cita supostos repasses de R$ 3 milhões mensais a grupo ligado a Wagner

Documento revelado nesta sexta-feira (25) apresenta relato do ex-controlador do Banco Master; proposta de colaboração não avançou por falta de elementos considerados suficientes para corroborar as declarações.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Cristiano Mariz/O Globo e Ana Paula Paiva/Valor

O senador Jaques Wagner (PT-BA) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro 

Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, afirmou em uma proposta de colaboração premiada que pessoas ligadas ao grupo político do senador Jaques Wagner (PT-BA) teriam recebido cerca de R$ 3 milhões por mês em supostos pagamentos relacionados à operação do Credcesta, cartão de crédito consignado destinado a servidores públicos da Bahia.

O conteúdo consta de um dos anexos da proposta apresentada por Vorcaro e foi revelado nesta sexta-feira (25) pelo UOL. A colaboração, entretanto, não resultou em acordo. Segundo a publicação, Polícia Federal (PF) e Procuradoria-Geral da República (PGR) consideraram insuficientes os elementos apresentados para corroborar as declarações.

No relato, Vorcaro afirma que aproximadamente R$ 2 milhões mensais estariam relacionados a um contrato entre o Banco Master e a PKL One, empresa responsável pela exploração do Credcesta. Outro R$ 1 milhão teria sido pago mensalmente em espécie.

Vorcaro também declarou que não presenciou diretamente o suposto acerto e atribuiu a origem dessa informação ao ex-sócio Augusto Lima, que nega a acusação.

A existência de contrato entre o Banco Master e a PKL One, com previsão de aproximadamente R$ 2 milhões mensais em despesas operacionais, aparece na documentação analisada pela reportagem. O documento, porém, não identifica Jaques Wagner como destinatário desses recursos e não comprova, isoladamente, que os valores tenham sido utilizados para pagamento de vantagem indevida.

As novas declarações surgem em meio a uma investigação anterior da Polícia Federal sobre possíveis relações entre pessoas ligadas ao Banco Master e Wagner. A apuração, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), analisa movimentações financeiras e possíveis vantagens econômicas. A existência dessa investigação não significa que a alegação dos R$ 3 milhões mensais feita na proposta de colaboração tenha sido comprovada.

Jaques Wagner nega irregularidades e afirma não possuir relação com a PKL One. A defesa de Augusto Lima também contesta as acusações. Já os advogados de Vorcaro afirmaram não reconhecer a autenticidade e a integridade dos anexos divulgados.

Até o momento, portanto, o fato novo é a divulgação do conteúdo da proposta apresentada por Vorcaro. Os supostos repasses mensais de R$ 3 milhões permanecem como alegações e não foram apresentados pelas autoridades como pagamentos comprovados.

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