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Jaques Wagner rebate acusações sobre Banco Master e chama denúncias de “falsas e oportunistas”
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Senador afirma que não recebeu vantagens financeiras da instituição e contesta tentativa de relacionar governos petistas na Bahia às irregularidades investigadas pela Polícia Federal.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O senador Jaques Wagner (PT-BA) rebateu as acusações que tentam associar sua atuação política a irregularidades envolvendo o Banco Master. O parlamentar classificou as denúncias como falsas e oportunistas e afirmou que não recebeu dinheiro da instituição financeira.
Wagner também voltou a questionar a tentativa de relacionar os governos petistas na Bahia à origem dos problemas envolvendo o banco. Segundo ele, a trajetória do Master precisa ser analisada a partir de decisões tomadas pelo Banco Central em períodos anteriores.
Em pronunciamento no Senado, o senador apresentou uma linha do tempo sobre a instituição e afirmou que a autorização para a aquisição do banco por Daniel Vorcaro ocorreu em 2019, durante o governo Jair Bolsonaro e na gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central. Segundo Wagner, a operação foi aprovada pelo Banco Central em outubro daquele ano.
O parlamentar também citou medidas de fiscalização adotadas pelo Banco Central entre 2021 e 2024. De acordo com Wagner, o órgão enviou 25 ofícios ao Banco Master solicitando medidas corretivas ou saneadoras, mas a instituição não foi liquidada naquele período.
Wagner afirmou ainda que o crescimento das captações do banco ocorreu principalmente entre 2022 e 2024. Segundo dados apresentados por ele no Senado, os valores teriam passado de cerca de R$ 30 bilhões para R$ 60 bilhões em captações garantidas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O senador contestou também a versão de que a origem do Banco Master estaria relacionada ao Credcesta, operação de crédito consignado que esteve ligada ao banco. Wagner afirmou que a Bahia, durante sua gestão, privatizou uma rede de supermercados que possuía o cartão Cesta, posteriormente incorporado ao negócio que acabou relacionado ao Master.
Segundo Wagner, a operação não teria relação com as irregularidades investigadas posteriormente. Ele destacou que o Credcesta chegou a ser adotado por 23 estados e 178 municípios e citou informação do Banco Central segundo a qual esse seria um dos ativos considerados aproveitáveis do banco.
Investigação da Polícia Federal
A Polícia Federal investiga a relação de Wagner com pessoas ligadas ao Banco Master. Em julho, o UOL informou que a PF apontava possíveis vantagens econômicas indevidas relacionadas ao senador, incluindo um apartamento avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, voos em aeronaves, ingressos para um show internacional e uma transferência de R$ 3,5 milhões para uma empresa ligada à família.
Wagner nega as acusações. Em declaração anterior, ele afirmou que sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Master, era "praticamente zero" e negou ter recebido dinheiro do banco.
Sobre o apartamento, o senador já admitiu ter procurado Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, para intermediar a compra de um imóvel que seria destinado à sua filha. Wagner afirmou que a operação previa uma recompra posterior e negou que o imóvel tivesse integrado seu patrimônio.
Em relação às demais suspeitas, o senador sustenta que não recebeu vantagens financeiras do Banco Master. Em junho, declarou que "Nunca recebi dinheiro de ninguém, muito menos do Master".
Wagner cita atuação do governo Lula
No pronunciamento, Wagner também destacou que a liquidação do Banco Master ocorreu durante a gestão de Gabriel Galípolo no Banco Central, no governo Luiz Inácio Lula da Silva.
O senador afirmou que não há contradição entre a posição do governo federal e as investigações envolvendo o banco. Segundo ele, a atuação da Polícia Federal e do Banco Central demonstra que as irregularidades estão sendo investigadas e enfrentadas pelas instituições.
Wagner também mencionou as investigações sobre descontos indevidos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e afirmou que a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal atuaram no caso durante o governo Lula.
O senador disse ainda que não possui "bandido de estimação" e que eventuais irregularidades devem ser investigadas independentemente de quem esteja envolvido.
As acusações contra Wagner ainda são objeto de investigação. O senador não foi denunciado criminalmente no caso, segundo informação divulgada por sua assessoria em junho, e nega qualquer participação em irregularidades relacionadas ao Banco Master.
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