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Inspeção sigilosa em comitê de Elinaldo e espaço de vereador não localiza santinhos citados em denúncia ao TRE-BA

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Inspeção sigilosa em comitê de Elinaldo e espaço de vereador não localiza santinhos citados em denúncia ao TRE-BA

Nenhum dos materiais citados na denúncia foi localizado durante a inspeção.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Reprodução/Ascom

Uma diligência determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) levou agentes da Justiça Eleitoral a dois endereços ligados ao grupo político do candidato a deputado estadual Elinaldo Araújo (União Brasil), em Camaçari, nesta segunda-feira (28). A medida teve caráter sigiloso e buscou verificar a possível existência de materiais de campanha citados em uma representação apresentada à Justiça Eleitoral.

A inspeção ocorreu no comitê de Elinaldo e no Espaço Político do vereador Manoel Jacaré (PP), localizado no distrito de Monte Gordo. Conforme a Carta de Ordem expedida pelo TRE-BA, a diligência tinha como finalidade verificar a eventual existência de santinhos com os nomes de ACM Neto (União Brasil), Lula (PT), Elinaldo Araújo (União Brasil) e Robinho (União Brasil), candidato a deputado federal.

A representação que motivou a determinação judicial foi apresentada pela coligação Mais Bahia, Mais Brasil, segundo consta no documento do TRE-BA.

Apesar da denúncia, os supostos santinhos mencionados na representação não foram encontrados em nenhum dos dois locais vistoriados.

A assessoria de Elinaldo informou que o candidato não autorizou nem tinha conhecimento sobre a produção dos impressos citados na denúncia. Robinho também declarou, por meio de sua assessoria, não reconhecer a produção do material.

A diligência em Monte Gordo também levantou uma questão sobre a composição política atribuída aos supostos impressos. Segundo a assessoria, o vereador Manoel Jacaré apoia Paulo Azi (União Brasil) para deputado federal, e não Robinho. Dessa forma, um eventual material de campanha associando Elinaldo e Robinho não corresponderia à composição eleitoral defendida pelo vereador.

A decisão judicial determinou que a diligência fosse realizada de maneira sigilosa. Para isso, foi autorizado exclusivamente o apoio de policiais descaracterizados, sem utilização de viaturas ou outros elementos que identificassem a operação.

Com o fim da inspeção sem a localização dos materiais citados na representação, a assessoria de Elinaldo passou a questionar a origem da denúncia. O grupo político também levantou dúvidas sobre quem teria produzido os supostos santinhos, de onde teria partido a informação sobre a existência dos impressos e quais elementos foram apresentados à Justiça Eleitoral para fundamentar o pedido de diligência.

Até o momento, conforme as informações apresentadas pelas assessorias, a inspeção não resultou na apreensão dos materiais mencionados na representação.

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