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Política
Ministro do STF menciona depredação de imagem de Santa Dulce em igreja de Plataforma entre episódios que serão apurados
Por: Camaçari Notícias
Foto: Reprodução/redes sociais
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (30) que a Polícia Federal instaure um inquérito para investigar ataques e atos de vandalismo contra imagens e símbolos religiosos registrados em diferentes regiões do Brasil. A decisão reúne relatos de ocorrências envolvendo símbolos católicos e de religiões de matriz africana em sete estados.
Entre os casos citados pelo ministro está a depredação de uma imagem de Santa Dulce dos Pobres em uma igreja de Salvador. O episódio ocorreu na Igreja Matriz da Paróquia Jesus Cristo Ressuscitado, localizada em Plataforma, no Subúrbio Ferroviário.
Segundo informações divulgadas pela própria igreja nas redes sociais, uma pessoa entrou no templo por volta das 15h, retirou a imagem do altar lateral e a levou para o espaço localizado entre a mesa eucarística e o sacrário.
Na decisão, Dino afirmou haver indícios de possíveis crimes relacionados aos episódios, entre eles ultraje a culto, na modalidade de vilipêndio, preconceito religioso, violência contra práticas religiosas, injúria qualificada por elemento religioso, ameaça, furto, dano, incêndio e violação de domicílio.
A determinação reúne dez episódios noticiados entre março e setembro deste ano. Além de Salvador, são mencionados casos em Santo Amaro, também na Bahia, e em municípios de outros estados, envolvendo imagens católicas e símbolos de religiões de matriz africana.
O ministro também determinou o envio da decisão à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à direção-geral da Polícia Federal para as providências relacionadas à investigação.
A abertura do inquérito ocorre em meio à repercussão de conteúdos sobre Nossa Senhora Aparecida nas redes sociais e a uma disputa judicial envolvendo publicações que relacionam o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) à suposta retirada do título de Padroeira do Brasil. Flávio Bolsonaro nega defender essa proposta.
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