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Associação Mãe da Terra: solidariedade, ancestralidade e transformação social em Monte Gordo
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ONG Mãe da Terra leva cursos, assistência social e ações solidárias a Monte Gordo, fortalecendo a comunidade com apoio voluntário e força ancestral
Por: Camaçari Notícias
Foto: Igor Santiago
A solidariedade, quando se alia à ancestralidade e à organização coletiva, ganha ainda mais força. É com esse espírito que nasceu a Associação Beneficente Mãe da Terra, localizada na Cascalheira, em Monte Gordo, distrito de Camaçari. Fundada há quatro anos pela líder espiritual Jaciara Menezes Carvalho, a Mãe Jaci, a ONG tem transformado vidas por meio de cursos profissionalizantes, atividades culturais e ações sociais voltadas para mulheres, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade.
"A associação foi fundada há quatro anos, mas esse trabalho já vinha de antes. Quando eu morava em Simões Filho, eu já distribuía roupas e brinquedos em datas como o Natal e o Dia das Crianças. Depois que vim morar em Monte Gordo, um dos meus filhos de santo teve a ideia de criar a ONG e nós nos juntamos e criamos a Mãe da Terra", relembra Mãe Jaci.
Força ancestral que inspira
O nome da organização não é por acaso. Carrega um profundo significado ligado à trajetória espiritual da fundadora.
"Esse nome vem da minha digina, porque eu tenho 44 anos de santo. Eu sou uma Nengua de Inkisse da Angola e minha digina, Gomunae, significa ‘Mãe da Terra’. É muita coincidência esse nome, então eu digo que quem me deu essa ONG foi o vento, foi a ancestralidade. A Mãe da Terra vem com essa força ancestral, e esse projeto nasceu assim, para fazer a diferença e cuidar de pessoas", destacou.
Onde o poder público não chega
A missão da Associação Mãe da Terra vai além da assistência: busca estar presente onde a comunidade mais precisa.
"Esse projeto nasceu para fazer a diferença, para ir aonde o poder público não vai. Seja em Camaçari, Monte Gordo ou outros lugares, onde precisarem da gente, a gente vai estar lá", afirma Mãe Jaci.
Atualmente, a ONG oferece cursos de artesanato, design de sobrancelha e costura, além de aulas de capoeira, que se tornaram o carro-chefe das atividades. A meta é ampliar o leque de oportunidades.
"Estamos em busca de editais para colocar aulas de judô, música e balé. Queremos voluntários que queiram ajudar. Essa é uma ONG voltada para adolescentes e mulheres, e eu quero trazer mais cursos profissionalizantes para que nossas mulheres possam ter a sua independência", explica.
Alimentando corpos e sonhos
Além da capacitação, a Mãe da Terra atua para combater a fome com o tradicional “sopão beneficente”, realizado a cada 15 dias.
"São nessas ações que a gente vê a necessidade do nosso povo. Hoje fazemos um trabalho que deveria estar sendo feito pelo poder público, mas quem tem feito esse trabalho são os voluntários. Um me dá o osso para a sopa, o outro me dá a carne, outro vai ao Ceasa cedo para trazer verduras mais baratas. A ONG se mantém com pessoas iguais a mim que têm vontade de ajudar o próximo", relata a fundadora.
Para ela, alimentar crianças é plantar esperança no futuro:
"A única coisa que eu quero é ver aqueles meninos formados, tendo um futuro lá na frente. Porque uma criança bem alimentada, que tem todas as suas refeições, é uma criança feliz. Eu não desejo a fome nem para o meu pior inimigo, porque ninguém consegue raciocinar com a barriga, principalmente uma criança."
União de forças espirituais
A sede atual da Mãe da Terra nasceu de uma união especial. A ONG se juntou ao projeto Semear, um centro espírita que estava desativado, somando duas forças espirituais: o espiritismo e a tradição de matriz africana de Mãe Jaci.
"Foram unidas duas forças espirituais, o espiritismo e eu com a minha religião de matriz africana, para semear o bem", destaca.
O futuro que se deseja
Mãe Jaci participa ativamente de espaços de representatividade, como o Conselho de Segurança Alimentar (Consea) e o Conselho da Mulher. Para ela, o objetivo da ONG é expandir ainda mais.
"Eu quero levar o nome Mãe da Terra para além da nossa comunidade. Quero que a ONG ganhe editais, que a gente desenvolva novos projetos para beneficiar ainda mais nossa comunidade. Porque em uma comunidade feliz crescem cidadãos de bem. Quando você cuida da comunidade, você cuida do futuro da criança. Se você planta uma semente e rega, essa semente dá frutos bons, e foi o que aconteceu com a Mãe da Terra."
Por: Igor Santiago
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