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Camaçari
Participaram Rita Menezes, Dra. Gabriela Mendes e Dra. Ediana Rocha
Por: Camaçari Notícias
Foto: Camaçari Notícias
No ar em 15/10, o CNCAST discutiu o Outubro Rosa sob três olhares complementares: a experiência de quem enfrentou o câncer, a organização do cuidado na rede pública e os direitos previdenciários de quem precisa de proteção social durante o tratamento. Participaram Rita Menezes (engenheira civil), Dra. Gabriela Mendes (nutricionista e subsecretária de Saúde de Camaçari) e Dra. Ediana Rocha (advogada, especialista em Direito Previdenciário).
A força do relato: prevenção contínua e rede de apoio
Rita Menezes relatou o diagnóstico em 2010, a fase de quimioterapia e os impactos na autoestima, destacando que o acompanhamento regular foi decisivo para detectar alterações recentes de forma inicial. Defendeu rotinas possíveis de atividade física, alimentação mais natural, abandono do tabagismo e do álcool e consultas em dia.
Mensagem central: “Outubro é rosa, mas o cuidado é o ano todo.” Rita também sublinhou a importância de rede familiar e social: quando ela falta, buscar acolhimento em profissionais, grupos e serviços.
SUS e acesso: ações, metas e onde buscar atendimento
Dra. Gabriela Mendes reforçou que prevenção e diagnóstico precoce salvam vidas e detalhou o caminho no município:
• Primeiro passo: procurar a Unidade de Saúde da Família mais próxima para avaliação e encaminhamentos.
• Rastreamento: mamografia a partir dos 40 anos; diante de alteração, ultrassonografia e punção conforme avaliação médica.
• Oferta: segundo a subsecretária, o CASM (Gleba B) dispõe de 1.000 mamografias/mês; houve mutirão no início do ano e há mastologistas e acompanhamento no CEONC (Centro de Oncologia).
• Desafio: parte das mulheres não retira resultados ou não comparece a exames agendados, o que retarda o cuidado.
• Dados citados no programa: em Camaçari, 20%–22% dos cânceres em mulheres são de mama; a rede municipal tem 86 equipamentos de saúde e 42 USF.
• Outros pontos: a subsecretária lembrou o papel do aleitamento materno como medida de proteção e citou campanhas de vacinação e iniciativas de busca ativa em áreas mais vulneráveis.
Recado de serviço: “Se notar qualquer alteração na mama ou na axila, procure a USF. Mulheres ≥40 devem agendar mamografia; com história familiar, o acompanhamento deve ser antecipado conforme orientação médica.”
Direitos durante o tratamento: o que a lei pode garantir
Especialista em Direito Previdenciário, Dra. Ediana Rocha organizou os principais direitos de quem enfrenta câncer:
• Fluxo de diagnóstico e início de tratamento: a advogada citou prazos legais conhecidos como “leis dos 30 e 60 dias” e lembrou que, havendo negativa ou demora, é possível acionar a Justiça.
• Planos de saúde: não podem negar procedimentos essenciais (como quimio/radio e reconstrução quando indicada). Persistindo negativa, judicialização é caminho; Defensoria Pública é opção para quem não pode pagar advogado.
• Trabalho e renda: possibilidade de benefício por incapacidade temporária (auxílio-doença) e, em casos sem reversão, aposentadoria por incapacidade permanente. Em situações de grande dependência, há casos de acréscimo de 25% ao valor da aposentadoria.
• Vínculo empregatício/saúde: dispensa discriminatória é vedada; plano de saúde corporativo não pode ser retirado abruptamente durante tratamento sem garantias de continuidade.
• FGTS: pode haver saque em situações ligadas à doença, conforme enquadramento legal e documentação médica.
• Financiamento: quitação por seguro atrelado ao imóvel depende, em geral, de incapacidade permanente prevista em contrato.
• Contribuição previdenciária: a convidada incentivou mulheres fora do emprego formal a contribuírem para terem cobertura em eventual necessidade.
Orientação prática: manter laudos e relatórios médicos, atestados, exames e comprovantes de vínculo/contribuição facilita solicitações ao INSS, plano e Judiciário.
Mensagens que ficaram
• Autoconhecimento e toque: perceber o próprio corpo e não adiar a procura por atendimento.
• Cuidado integral: corpo, mente e rede de apoio caminham juntos.
• Informação é acesso: conhecer fluxos do SUS e direitos previdenciários encurta caminhos e reduz danos.
• Prevenção é diária: alimentação possível e mais natural, atividade física e rastreio em dia.
Serviço — onde buscar ajuda (conforme informado no episódio)
• Primeiro atendimento: USF mais próxima da residência.
• Rastreamento: CASM (Gleba B) e Maternidade Regional (SUS) — mamografia a partir dos 40 anos; casos com risco familiar devem antecipar avaliação.
• Acompanhamento especializado: SEON (mastologia e seguimento oncológico).
• Apoio jurídico gratuito: Defensoria Pública para negativas de plano/medicação e direitos previdenciários.
• Grupos de apoio: ONGs locais (ex.: Amigos do Peito) e serviços com psicologia na rede.
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