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Pai denuncia falta de apoio após agressão a aluno em escola de Camaçari; Secretaria rebate
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Caso de violência em unidade de ensino de Jauá reacende debate sobre bullying e políticas de prevenção no município
Por: Sheila Barretto
Foto: Arquivo/PMC
Nesta terça-feira (24), a reportagem do Camaçari Notícias conversou com Everton Silva, pai de um menino de 11 anos vítima de agressões físicas ocorridas na última quinta-feira (19), dentro do Centro Educacional Tancredo Neves, localizado em Jauá, na orla de Camaçari.
O pai relatou como tomou conhecimento do caso e descreveu o estado emocional do filho após o episódio. Segundo Everton, não houve apoio efetivo por parte da escola ou da Secretaria da Educação. Ele afirma que a família enfrentou dificuldades para lidar com a situação sem o suporte necessário.
Em contraponto, o secretário municipal da Educação, Márcio Neves, declarou que todas as medidas cabíveis foram adotadas desde o momento em que a pasta tomou ciência do ocorrido. “Desde o primeiro momento que a Secretaria de Educação tomou ciência da situação, nós unimos os principais responsáveis para dialogar com a gestão, entender o que aconteceu e oferecer o suporte necessário”, afirmou.
O gestor destacou ainda que acionou a Secretaria de Saúde para garantir atendimento médico ao estudante, além de acompanhamento junto à família e suporte jurídico. Segundo ele, os alunos envolvidos nas agressões foram transferidos de unidade escolar e tanto a vítima quanto os agressores passaram a receber acompanhamento psicológico. A secretaria também iniciou um ciclo de palestras na escola, abordando temas como mediação de conflitos, bullying e combate à violência.
O caso repercutiu no Legislativo municipal. O vereador Manoel Filho, autor do Projeto de Lei nº 108/2025, que institui o Programa Municipal de Prevenção e Enfrentamento ao Bullying e ao Cyberbullying, comentou o episódio e alertou para a recorrência de situações semelhantes nas escolas.
“Infelizmente, muitos casos como esse vêm acontecendo nas nossas escolas e não têm sido denunciados. As crianças e adolescentes, muitas vezes, não falam por medo. Isso tem gerado sérios problemas psicológicos”, afirmou.
O parlamentar também citou outro caso recente, ocorrido em uma escola no bairro Gleba E, envolvendo uma adolescente de 14 anos que teria sido vítima de agressões após sofrer humilhação em sala de aula. Para ele, episódios como esses reforçam a necessidade de aprovação urgente do projeto de lei e de medidas mais eficazes por parte do poder público.
“Esse tipo de situação não pode ser tratada como algo comum. A escola precisa ser um ambiente seguro. Hoje, muitas crianças têm medo de ir para a escola por causa do bullying e da violência”, destacou.
Manoel Filho defendeu ainda a implantação de monitoramento por câmeras nas escolas como forma de inibir agressões e proteger alunos e professores, além de reforçar a importância de ações preventivas e acompanhamento contínuo.
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