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Antônio Ubirajara, coordenador-geral do Sinditiccc, destaca protagonismo de Camaçari em seminário nacional da construção civil
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Encontro da CONTICOM/CUT reuniu representantes de 20 estados, debateu direitos trabalhistas, protagonismo feminino e redução da jornada
Por: Camaçari Notícias
Foto: Igor Santiago
Camaçari reafirmou seu papel estratégico no cenário nacional ao sediar, nos dias 19 e 20 de março, o Seminário Nacional da CONTICOM/CUT, realizado na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Sinditiccc Bahia). O evento reuniu dirigentes sindicais, palestrantes e representantes de trabalhadores de 20 estados brasileiros, além de participação internacional, consolidando o município como um dos principais eixos do debate sobre o mundo do trabalho no país.
Com o tema “O futuro se constrói hoje”, o seminário promoveu reflexões sobre o cenário político e econômico brasileiro e seus impactos diretos na vida dos trabalhadores da construção civil e da indústria. Durante os dois dias de programação, o plenário lotado acompanhou discussões sobre os desafios atuais e as estratégias necessárias para fortalecer a atuação sindical nos próximos anos.
De acordo com o coordenador-geral do Sinditiccc, Antônio Ubirajara, a realização do encontro em Camaçari evidencia a capacidade de articulação e organização do sindicato local. “O seminário de planejamento da confederação nacional, o qual o Sinditiccc é filiado, contou também com a presença da ICM, uma confederação internacional. Para nós, esse evento foi de suma importância para o setor da construção civil”, destacou.
O dirigente ressaltou ainda o alcance do evento. “Tivemos a presença de mais de 20 estados, além de sindicatos de diversas regiões e de um diretor da ICM internacional, representando a América Latina e o Caribe. Posso dizer com tranquilidade que o sindicato da construção civil de Camaçari está habilitado para receber eventos a nível nacional e se prepara para eventos internacionais”, afirmou.
O seminário também funcionou como um espaço democrático de intercâmbio entre diferentes regiões do país. A troca de experiências e de práticas bem-sucedidas foi apontada como fundamental para o fortalecimento das estratégias de defesa dos direitos trabalhistas. “A gente construiu esse espaço para troca de experiências, discutindo desde a política local até o cenário nacional, sempre buscando aprimorar as condições dos trabalhadores e avançar em melhorias concretas”, explicou Ubirajara.

Entre as pautas prioritárias debatidas estiveram a geração de emprego e renda, com foco no fortalecimento da cadeia produtiva industrial; a análise da legislação trabalhista e dos mecanismos de proteção social; além de pautas sociais, com destaque para o enfrentamento à violência contra a mulher e a ampliação da representatividade feminina em um setor historicamente masculino.
A pauta das mulheres, inclusive, ganhou centralidade nas discussões. “Estamos com um olhar muito atento para a questão do feminicídio. O movimento sindical abraçou o projeto ‘Mulheres Vivas’, que tramita na Câmara dos Deputados, e queremos contribuir para que ele se torne lei e ajude a coibir a violência contra as mulheres”, afirmou o coordenador.
Além disso, foram discutidas medidas para garantir ambientes de trabalho mais seguros e inclusivos. “Estamos construindo propostas dentro das convenções coletivas para inserir psicólogos, assistentes sociais e advogados nos canteiros de obra, orientando os trabalhadores e atuando no combate ao assédio e à violência”, pontuou.
Outro tema de destaque foi a redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial. A proposta, que vem ganhando força no debate nacional, foi defendida durante o encontro. “Estamos unidos para reduzir a jornada e discutir o fim da escala 6x1. Acreditamos que é possível avançar, garantindo mais qualidade de vida, especialmente para as mulheres, que precisam de mais tempo com seus filhos”, disse Ubirajara.
Segundo ele, no setor da construção civil o impacto tende a ser menor devido à existência de acordos com diferentes escalas. “Estamos trabalhando para uma jornada de 42 horas semanais, com o sábado sendo considerado hora extra”, explicou.
A campanha salarial da categoria, com data-base em 1º de abril, também foi discutida. O sindicato já iniciou o processo de escuta dos trabalhadores para definição das reivindicações. “Publicamos edital e convocamos assembleia para ouvir os trabalhadores. Vamos coletar as propostas, filtrar e apresentar ao sindicato patronal, que terá prazo para responder”, detalhou.
Autoridades presentes destacaram ainda a importância de Camaçari como polo industrial e reforçaram a necessidade de alinhar crescimento econômico com inovação tecnológica e qualificação profissional, garantindo que o desenvolvimento avance junto com a justiça social.
Ao final, a avaliação foi positiva, com a construção de uma pauta unificada para atuação nacional da CONTICOM. “A nossa sensação é de missão cumprida. Conseguimos reunir lideranças de todo o país e até do cenário internacional para construir melhorias reais para o mundo do trabalho”, concluiu Ubirajara.
Com a realização de um evento desse porte, Camaçari não apenas fortalece o debate sindical, como também se consolida como protagonista nas articulações que ajudam a moldar o futuro da classe trabalhadora no Brasil.
Por: Igor Santiago
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