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Camaçari amplia projeto de cozinhas comunitárias e passa a distribuir 800 refeições por semana
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Parceria entre governos e APAE garante investimento de quase R$ 1,4 milhão e reforça combate à fome no município
Por: Camaçari Notícias
Foto: Patrick Abreu/PMC
A ampliação do projeto Comida no Prato: Cozinha Comunitária e Solidária em Camaçari foi oficializada nesta quinta-feira (9), durante ato simbólico realizado na sede da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), no bairro Santo Antônio. A iniciativa é resultado da parceria entre os governos federal, estadual e municipal.
Na ocasião, foi assinado um Termo de Colaboração no valor de quase R$ 1,4 milhão, com vigência inicial de 12 meses, podendo ser prorrogado pelo mesmo período. Com o novo convênio, o número de cozinhas comunitárias administradas pela APAE saltou de uma para quatro, ampliando o atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade social.
As unidades estão distribuídas nos bairros Santo Antônio, Gleba C, Burissatuba e Jardim Brasília, com a oferta de 800 refeições por semana, distribuídas em três dias.
O prefeito Luiz Caetano destacou a importância da iniciativa para o município. “Ao todo, serão 16 cozinhas comunitárias na cidade. Em três dias da semana, 3.200 pessoas são atendidas com esse apoio, um investimento de R$ 5 milhões. Estamos unidos para fortalecer ações que atendam a população de Camaçari”, afirmou. O gestor também mencionou a recente distribuição de 60 mil cestas de Páscoa para famílias em vulnerabilidade.
A ampliação do projeto ocorre por meio de edital do Governo do Estado da Bahia, através do programa Bahia Sem Fome, vinculado à Casa Civil. Segundo o coordenador da ação, Tiago Costa, novas parcerias devem ser firmadas no município. “Vamos ampliar a iniciativa em outras localidades, como o Terreiro do Lembá, fortalecendo esse programa alinhado ao Plano Brasil Sem Fome”, explicou.
A secretária de Desenvolvimento Social e Cidadania, Jeane Gleyde, ressaltou o papel da integração entre instituições no enfrentamento à insegurança alimentar. “Os levantamentos realizados pelos Cras identificaram a necessidade urgente em diversos territórios, e essa parceria fortalece a rede de assistência”, disse.
De acordo com o presidente da APAE, Marcondes Souza, a adesão ao projeto foi motivada pela demanda crescente observada entre as famílias atendidas. “Identificamos muitas pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar, tanto entre nossos assistidos quanto na comunidade do entorno”, destacou.
As refeições são preparadas com base em cardápios elaborados por nutricionista, respeitando critérios nutricionais e a cultura alimentar local. A iniciativa já está em funcionamento há dois meses, após investimentos em equipamentos e capacitação das equipes.
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