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Acessibilidade no Centro: Fredson Soares, presidente da UDEC, parabeniza gestão por olhar sensível em obras da Getúlio Vargas
Camaçari
De pista esburacada a calçadão inclusivo: Fredson Soares destaca como a requalificação da Getúlio Vargas humanizou o trânsito e garantiu autonomia para cadeirantes.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Deivison Silva
As obras de requalificação na Avenida Getúlio Vargas, no coração de Camaçari, estão entregando mais do que um novo asfalto ou mudanças no fluxo de veículos. Para quem depende de mobilidade assistida, as intervenções representam o fim de uma barreira histórica e o início de uma nova liberdade de circulação.
Em entrevista ao Camaçari Notícias, o presidente da União das Pessoas com Deficiência de Camaçari (UDEC), Fredson Soares, celebrou as mudanças. Para ele, o cenário anterior era de exclusão: cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida simplesmente "não conheciam" partes da cidade por falta de acesso.
O fim das barreiras invisíveis
Antes das recentes intervenções da Superintendência de Trânsito e Transporte (STT), a realidade de quem circula pelo centro era de insegurança e obstáculos. Fredson relembra que a disputa de espaço com os carros era constante e perigosa.
"Antes a gente não tinha o calçadão, não havia calçadas, a pista era tomada por carros. A pessoa com deficiência não conhecia esse lado da cidade por ser de difícil acesso", revelou o presidente da UDEC.
Hoje, a mudança é visível sob as rodas das cadeiras e nos pés de quem circula. A instalação de calçadas largas, a criação de espaços de convivência e a implementação do piso tátil trouxeram autonomia para diversos grupos, desde cadeirantes até mães com carrinhos de bebê e pessoas com deficiência visual.
Próximo passo: O Comércio
Embora a gestão pública tenha feito sua parte na infraestrutura da via, Fredson aponta que a inclusão precisa ser completa. Com as calçadas prontas e o trânsito organizado, o foco agora se volta para os estabelecimentos comerciais.
"O comércio é um local para que as pessoas transitem livremente. As lojas devem se adequar para receber as pessoas com deficiência", reforçou. A expectativa é que o setor privado acompanhe o ritmo das obras públicas, garantindo que o acesso não pare na porta dos estabelecimentos.
Um olhar sensível para a inclusão
Ao finalizar sua avaliação, o líder da UDEC fez questão de parabenizar a administração municipal pelo foco humano dado às obras de engenharia. Para Fredson, as intervenções vão além da estética urbana: elas trazem dignidade.
"Quero parabenizar a gestão por esse olhar sensível de trazer a acessibilidade para o centro da cidade e tornar mais leve a vida das pessoas com deficiência. Para a gente, essas novas requalificações foram super positivas", concluiu.
Com a conclusão de etapas importantes na Getúlio Vargas, Camaçari dá um passo largo para se tornar uma cidade de fato para todos, onde o direito de ir e vir não seja limitado por uma guia de calçada ou um buraco na pista.
Por: Igor Santiago
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