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Comércio em Camaçari: O que realmente dita o ritmo das compras no Centro?

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Comércio em Camaçari: O que realmente dita o ritmo das compras no Centro?

Entre calçadões e mudanças no trânsito, consumidores revelam que segurança e o contato direto com o produto ainda são os maiores atrativos do Centro.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Patrick Abreu/ PMC

Enquanto o debate entre comerciantes sobre as recentes mudanças no trânsito da região central ganha corpo, uma voz fundamental começa a ser ouvida com mais clareza: a do consumidor. O projeto "Fala Povo" percorreu as principais vias da cidade para entender se as alterações no fluxo de veículos são, de fato, o fator determinante para o movimento nas lojas ou se outros elementos, como preço e experiência de compra, pesam mais na balança.

Mobilidade e Segurança em Foco

Na Avenida Getúlio Vargas, que atualmente encontra-se fechada exclusivamente para a circulação de pedestres, a sensação de segurança parece ser o maior atrativo. Para muitos que frequentam a área, o fim do conflito direto com carros e motos transformou a experiência de "ir às compras".

"Essa mudança tinha de acontecer. Eu acho que não deve ter carro e moto transitando por essa área. A passagem de veículos aqui deve ser permitida somente para o desembarque de mercadorias nas lojas", destacou o consumidor Rubens Santos, reforçando a ideia de que o centro deve ser um espaço priorizado para as pessoas.

Essa opinião é compartilhada por Maria Aleixo. Para ela, a liberdade de caminhar sem o estresse do trânsito pesado é um diferencial: "O calçadão deve ser mantido do jeito que está, porque aqui é uma área onde transitam muitos pedestres. Da maneira que está agora, a gente consegue andar sem ter medo de ser atropelado", afirma. Maria também pontua que, embora a internet seja uma concorrente forte, o contato físico com o produto ainda a atrai ao centro. "Muitas pessoas têm optado pela internet, mas eu ainda prefiro vir nas lojas para olhar os produtos bem de pertinho."

Família e Tradição no Calçadão

A proximidade de datas festivas, como o São João, acende um alerta sobre a capacidade do centro em comportar grandes multidões. Para a consumidora Romilda Santos, o novo formato da Getúlio Vargas traz tranquilidade para quem faz compras em família.

"Enquanto observamos as vitrines, podemos deixar nossos filhos à vontade sem se preocupar. Com o São João próximo, o fluxo vai aumentar muito por aqui", explica Romilda. Ela também destaca uma característica importante do comércio físico: a urgência. "Produtos menores eu até compro pela internet, mas coisas como um fogão ou geladeira, que a gente precisa com urgência, eu prefiro vir na loja."

Mudanças no Fluxo

As alterações não se limitam à Getúlio Vargas. Na Rua da Bandeira, o trânsito também sofreu modificações importantes: os veículos que antes acessavam a Getúlio Vargas agora são obrigatoriamente desviados em direção à Avenida Eixo Urbano Central.

A estratégia da reportagem busca justamente confrontar o discurso de que o comércio estaria sofrendo apenas pelas mudanças viárias. Ao caminhar pelas ruas com sacolas na mão, o povo de Camaçari sinaliza que, além de preço e atendimento, o conforto e a segurança de um ambiente planejado para o pedestre são peças-chave para manter o comércio local vivo frente aos desafios da era digital.

Por: Igor Santiago

 

 

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