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Moradora denuncia superlotação e falhas no atendimento na Maternidade Regional de Camaçari
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Relato aponta demora, falta de assistência e descaso com gestantes; unidade afirma manter atendimento regular mesmo em alta demanda
Por: Camaçari Notícias
Foto: Camaçari Notícias
Uma moradora de Camaçari entrou em contato com a redação para reclamar da situação da Maternidade Regional de Camaçari. Segundo ela, a unidade enfrentava superlotação e apresentava falhas no atendimento às pacientes.
“Estamos revoltados com a situação da maternidade de Camaçari! Na sexta-feira, dia 17, a maternidade estava completamente lotada e sem atendimento adequado. No sábado, dia 18, às 19h, a situação continuava a mesma: pacientes aguardando e ninguém atendendo”.
“Havia mulheres grávidas que chegaram desde às 22h de sexta-feira e passaram horas sem atendimento! Tinha gestantes passando mal, perdendo sangue e sem o devido suporte médico. Além disso, os médicos agindo com descaso e ignorância diante de uma situação tão grave”.
A reportagem do Camaçari Notícias entrou em contato com a assessoria da unidade que, por meio de nota, informou que a maternidade conta com escala completa de profissionais. Ainda segundo o posicionamento, “diante de períodos de alta demanda, situação comum em unidades de urgência e emergência obstétrica, a MRC manteve assistência contínua, segura e qualificada a todas as pacientes”.
Confira a nota na íntegra:
A Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), instituição responsável pela gestão da Maternidade Regional de Camaçari (MRC), esclarece que a maternidade conta com escala completa de profissionais, incluindo equipes médicas, de enfermagem e multiprofissionais, garantindo o funcionamento regular e ininterrupto dos serviços. Mesmo diante de períodos de alta demanda, situação comum em unidades de urgência e emergência obstétrica, a MRC manteve assistência contínua, segura e qualificada a todas as pacientes.
É importante destacar que o atendimento na unidade segue rigorosamente protocolos reconhecidos internacionalmente, como o Protocolo de Manchester, que organiza os atendimentos conforme a gravidade dos casos. Esse sistema classifica os pacientes em cinco níveis de prioridade: emergência (vermelho), muito urgente (laranja), urgente (amarelo), pouco urgente (verde) e não urgente (azul), assegurando que os casos mais graves sejam atendidos com a máxima rapidez.
Dessa forma, todas as gestantes foram devidamente acolhidas e assistidas, respeitando critérios técnicos e clínicos, o que pode implicar em diferentes tempos de espera, conforme a gravidade de cada situação.
A FESF-SUS reforça que não procede a informação de ausência de atendimento ou negligência generalizada, tampouco condutas incompatíveis com a ética profissional. A instituição segue comprometida com a humanização do cuidado, a segurança das pacientes e a transparência na prestação dos serviços públicos de saúde. Por fim, a Fundação permanece à disposição para esclarecimentos e reitera seu compromisso com a qualidade da assistência prestada à população.
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