Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Notícias

/

Camaçari

/

Episódio 80 do CNCAST: corrida transforma rotina, saúde mental e movimenta nova economia em Camaçari

Camaçari

Episódio 80 do CNCAST: corrida transforma rotina, saúde mental e movimenta nova economia em Camaçari

Especialistas apontam que boom das corridas e funcionais vai além da estética e fortalece socialização, autoestima e qualidade de vida.

Por: Camaçari Notícias

As ruas de Camaçari ganharam um novo cenário nos últimos meses. No início da manhã, no fim da tarde e durante a noite, grupos de corrida, treinões coletivos e atividades funcionais passaram a ocupar avenidas, praças e espaços públicos da cidade. O que antes era visto apenas como prática esportiva hoje se tornou um fenômeno social que mistura saúde, pertencimento, autoestima, empreendedorismo e transformação emocional.

O tema foi debatido no episódio do CNCAST exibido na última terça-feira (5), com a participação dos personais Felipe Hereda e Felipe Andrade, além da nutricionista Lena Marques. Durante a conversa, os convidados analisaram como a corrida deixou de ser apenas uma atividade física para se tornar uma experiência coletiva capaz de impactar diretamente a saúde física, emocional e até econômica da população. 

Ex-jogador profissional de futebol, Felipe Hereda afirmou que percebeu uma mudança significativa no comportamento das pessoas após o crescimento dos treinões funcionais em grupo. Segundo ele, o movimento representa uma busca por qualidade de vida e também por equilíbrio emocional.

“Hoje o treino não é só físico, é mental também”, destacou durante o programa. 

À frente da HF Funcional, Hereda relatou que o projeto já reúne centenas de participantes em cada edição e vem atraindo pessoas de diferentes cidades da Região Metropolitana de Salvador. O treinador também anunciou a realização de um evento beneficente com arrecadação de leite para instituições sociais de apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade. 

Já Felipe Andrade, fundador do “Treinão dos Sedentários”, explicou que o projeto nasceu de forma despretensiosa, após corridas entre amigos, e rapidamente tomou proporções maiores. Hoje, segundo ele, milhares de pessoas participam mensalmente das atividades promovidas pelo grupo.

Andrade afirmou que o nome “Sedentários” acabou criando identificação imediata com pessoas que estavam afastadas das atividades físicas e buscavam um ambiente acolhedor para começar.

“O sedentário salva vidas”, resumiu durante o episódio. 

Segundo ele, grande parte do público é formada por mulheres, muitas delas enfrentando ansiedade, depressão, baixa autoestima ou momentos delicados da vida pessoal. Durante o programa, Felipe relatou histórias de participantes que encontraram nos treinões uma forma de reconstrução emocional e retomada da convivência social. 

A nutricionista Lena Marques destacou que a alimentação passou a ocupar papel fundamental nesse novo estilo de vida adotado pela população. Segundo ela, muitas pessoas iniciam as atividades físicas em busca de emagrecimento rápido, mas acabam descobrindo a importância de uma mudança mais ampla de hábitos.

“Não existe resultado sem alimentação. Um sem o outro não funciona”, afirmou. 

Durante o episódio, Lena também alertou sobre os riscos do uso indiscriminado de medicamentos para emagrecimento, como as chamadas “canetas emagrecedoras”, sem acompanhamento profissional. A especialista ressaltou que tanto o início quanto o encerramento do tratamento exigem planejamento nutricional e acompanhamento médico para evitar efeito rebote e perda excessiva de massa muscular. 

Além da mudança física, outro ponto debatido foi o fortalecimento das relações humanas em meio à era digital. Os convidados defenderam que os grupos de corrida e treinões passaram a funcionar como espaços de reencontro, amizade e convivência presencial em um momento marcado pelo excesso de conexões virtuais.

Entre um treino e outro, os participantes compartilham conversas, histórias de vida, desafios emocionais e momentos de lazer, fortalecendo o sentimento de pertencimento. O fenômeno também impulsiona pequenos negócios locais, movimentando desde lojas de roupas esportivas até marcas de suplementos, alimentação saudável, fotografia, mídias digitais e eventos esportivos. 

A discussão ainda abordou questões como segurança nos treinões, acompanhamento de iniciantes, importância da hidratação e cuidados necessários para pessoas sedentárias ou acima dos 50 anos que desejam começar a praticar atividade física. Os especialistas reforçaram que a orientação profissional e o respeito aos limites do corpo são fundamentais para evitar lesões e frustrações. 

Ao longo da transmissão, ficou evidente que a corrida, em Camaçari, deixou de ser apenas uma prática esportiva. Para muitos participantes, ela passou a representar um novo começo, uma forma de socialização e até um caminho para recuperar saúde, autoestima e bem-estar.

Relacionados