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STT apresenta modelo de nova concessão do transporte coletivo e prevê investimentos de R$ 78,3 milhões em Camaçari

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STT apresenta modelo de nova concessão do transporte coletivo e prevê investimentos de R$ 78,3 milhões em Camaçari

Audiência pública discutiu contrato de 15 anos, ampliação da frota, uso de tecnologia e medidas para atrair passageiros de volta ao sistema

Por: Camaçari Notícias

Foto: Igor Santiago/CN1

Investimentos, ampliação da frota, tecnologia e melhorias na qualidade do serviço marcaram a audiência pública promovida pela Superintendência de Trânsito e Transporte Público (STT), nesta quinta-feira (16), para apresentar a modelagem da nova concessão do transporte coletivo de Camaçari. A proposta prevê um contrato de 15 anos, com possibilidade de prorrogação por mais cinco, e investimentos de R$ 78,3 milhões ao longo da concessão para modernizar o sistema e incentivar o retorno da população ao transporte público.

Durante a apresentação, a consultora técnica em mobilidade urbana, Andréa Brisida, destacou que o município possui capacidade para transportar 1,2 milhão de passageiros por mês, mas reconheceu que muitos moradores deixaram de utilizar os ônibus devido à insatisfação com o serviço prestado nos últimos anos. "A ideia é que as pessoas voltem para o transporte coletivo e deixem de utilizar o veículo próprio e o transporte por aplicativo", afirmou.

Segundo a STT, o investimento inicial para colocar o novo sistema em funcionamento será de R$ 41,5 milhões, sem considerar os custos operacionais. Ao longo dos 15 anos de contrato, o investimento total previsto chega a R$ 78,3 milhões.

Andréa Brisida explicou que a proposta busca tornar o transporte coletivo mais eficiente e financeiramente sustentável. "As pessoas fugiram do transporte público por falta de qualidade ou por custo. Queremos atrair os passageiros que pagam a tarifa para aumentar a receita tarifária, para que o transporte possa se manter por conta própria, gerando uma economia para a Prefeitura e ampliando ainda mais o serviço", destacou.

Entre as inovações previstas está a implantação de um sistema tecnológico que permitirá aos usuários acompanhar a operação dos ônibus em tempo real. A empresa vencedora da licitação será obrigada a disponibilizar um aplicativo com informações sobre a localização dos veículos, o trajeto realizado e a previsão de chegada ao ponto. "O aplicativo dará ao passageiro previsibilidade sobre quanto tempo o ônibus vai demorar para passar, qual trajeto está fazendo e se realmente passará no ponto, permitindo que ele possa se programar", explicou Andréa.

Outra novidade prevista é a ampliação das formas de pagamento da tarifa. "O Pix está previsto dentro das implementações do sistema tecnológico da futura concessão. Temos que facilitar esse meio de acesso", acrescentou. 

A STT também informou que toda a frota será acessível, conforme determina a legislação. O órgão reforçou que qualquer falha nos equipamentos de acessibilidade deve ser comunicada para que as providências sejam adotadas, garantindo a mobilidade das pessoas com deficiência. O novo contrato ainda prevê capacitação periódica dos condutores para manter a qualidade do atendimento e poderá ser revisado caso o município receba recursos complementares do Governo Federal destinados ao transporte público.

(Foto: Ludmila Santana)

O diretor-superintendente da STT, Edmilson Sousa, informou que a expectativa é ampliar a frota de 40 para 70 ônibus, com base em estudos técnicos sobre a demanda de cada comunidade. "Faremos levantamentos e testes para saber a necessidade de cada comunidade, para que o transporte seja efetivo", afirmou.

Edmilson ressaltou ainda que a construção do novo modelo ocorreu por meio do diálogo com a sociedade. "Esse governo dialoga com a sociedade em todas as esferas: municipal, estadual e federal. Todas as vezes que vamos tomar decisões importantes, o prefeito Caetano pede que a gente dialogue com a comunidade."

Ao comentar sobre o transporte alternativo, conhecido como ligeirinho, o superintendente afirmou que o município já desenvolve estudos para regulamentar a atividade. "O próprio Ministério Público alegou que devemos encontrar uma solução para regularizar o transporte público clandestino como transporte alternativo dentro do município. Foi esse transporte que ajudou a população diante das falhas do transporte público. Eles fazem parte hoje de uma rede de assistência. Devemos estabelecer regras e limites. Ele não vai concorrer com o transporte público. O município já realiza um estudo paralelo para regulamentar essa questão. Essa é a nossa resposta em relação ao ligeirinho", concluiu.

As contribuições apresentadas durante a audiência pública serão analisadas pela STT e poderão subsidiar a elaboração do edital de licitação que definirá a nova concessão do transporte coletivo de Camaçari.

Por: Igor Santiago

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