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Camaçari sai do grupo das dez cidades mais violentas do Brasil em novo levantamento
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Município não aparece no ranking nacional referente a 2025, após figurar entre as cidades com maiores taxas de mortes violentas intencionais em edições anteriores
Por: Camaçari Notícias
Camaçari deixou de integrar a lista das dez cidades mais violentas do Brasil, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho de 2026 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Embora a publicação seja identificada como edição de 2026, o ranking municipal considera as ocorrências registradas ao longo de 2025.
O levantamento utiliza como referência a taxa de Mortes Violentas Intencionais, conhecida pela sigla MVI, calculada para cada grupo de 100 mil habitantes. O indicador reúne homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais.
Na classificação mais recente, Camaçari não aparece entre os dez municípios com as maiores taxas de violência letal do país. A ausência representa uma mudança em relação às edições anteriores do Anuário, nas quais a cidade ocupou posições de destaque negativo no cenário nacional.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024, elaborado com ocorrências registradas em 2023, colocou Camaçari na primeira posição do ranking entre os municípios brasileiros com população igual ou superior a 100 mil habitantes. Na edição publicada em 2025, baseada nos registros de 2024, o município ainda aparecia entre as dez maiores taxas nacionais.
Já o documento divulgado em 2026, com dados referentes a 2025, apresenta uma composição diferente. As dez cidades com as maiores taxas de Mortes Violentas Intencionais são Maranguape, no Ceará; Eunápolis, na Bahia; Maracanaú, no Ceará; Porto Seguro, na Bahia; Simões Filho, na Bahia; Jequié, na Bahia; Caucaia, no Ceará; Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco; Santa Rita, na Paraíba; e Juazeiro, na Bahia.
Com isso, a Bahia continua concentrando cinco das dez cidades mais violentas do Brasil, mas Camaçari não integra mais essa relação. Os municípios baianos presentes no ranking são Eunápolis, Porto Seguro, Simões Filho, Jequié e Juazeiro.
Comparação exige atenção aos anos dos dados
A leitura dos levantamentos deve considerar a diferença entre o ano de publicação e o período efetivamente analisado. A edição lançada em 2024 retrata os registros de 2023; a publicação de 2025 apresenta os dados de 2024; e o Anuário de 2026 utiliza as ocorrências de 2025.
Portanto, a saída de Camaçari do grupo das dez cidades mais violentas não significa uma mudança ocorrida apenas em 2026. O resultado reflete os registros contabilizados durante o ano de 2025 e consolidados no documento divulgado no ano seguinte.
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública informa que o Anuário é produzido com dados fornecidos pelas secretarias estaduais de segurança, polícias civis, polícias militares, Polícia Federal e outras instituições oficiais. As taxas também consideram as estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Resultado indica melhora, mas não elimina desafios
A saída do ranking sinaliza melhora na posição relativa de Camaçari e sugere redução da violência letal em comparação com os períodos anteriores. O resultado, entretanto, precisa ser interpretado com cautela.
Deixar as dez primeiras posições não significa que o município esteja livre de homicídios ou que os problemas relacionados à segurança pública tenham sido superados. O ranking apresenta apenas as dez maiores taxas entre as cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes. Dessa forma, a ausência de Camaçari não revela, isoladamente, sua posição completa nem permite concluir que os índices tenham alcançado níveis considerados baixos.
Ainda assim, a mudança interrompe uma sequência de edições nas quais Camaçari apareceu entre os municípios brasileiros com os piores indicadores de violência letal. A evolução dos próximos levantamentos será determinante para verificar se a redução representa uma tendência contínua ou uma variação limitada ao período analisado.
No cenário estadual, a situação permanece preocupante. A Bahia registrou taxa de 36,8 Mortes Violentas Intencionais para cada 100 mil habitantes em 2025, uma das maiores do país. Em todo o Brasil, foram contabilizadas 40.775 vítimas, com redução de 8,2% em comparação com 2024.
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