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CNCAST: Bia Brasil vive nova fase no arrocha, revela novo projeto e prepara estreia em Camaçari

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CNCAST: Bia Brasil vive nova fase no arrocha, revela novo projeto e prepara estreia em Camaçari

Cantora falou sobre a transição do forró para o arrocha, a nova fase da carreira, os projetos musicais e a expectativa para sua primeira apresentação em Camaçari.

Por: Camaçari Notícias

Entre as raízes construídas no forró e a identidade que encontrou no arrocha, Bia Brasil vive um momento de retomada e expansão da carreira. Em entrevista ao CNCAST, apresentado por Gisa Conceição, a cantora e compositora falou sobre o novo projeto musical, relembrou momentos que marcaram sua trajetória e antecipou a expectativa para sua primeira apresentação em Camaçari.

Nascida em Paulo Afonso, na Bahia, e criada em Sergipe, Bia cresceu cercada pela música. Filha de Dedé Brasil, cantor, sanfoneiro e fundador do Forró Brasil, e da cantora e compositora Paula Brasil, ela acompanhou desde pequena a rotina artística da família. A relação com os palcos começou ainda na infância e, anos depois, ganhou dimensão profissional no próprio Forró Brasil.

A passagem pela banda foi determinante para sua formação, mas também antecedeu uma mudança de direção. Bia contou no CNCAST que começou a experimentar novas referências no repertório, passando pelo piseiro até perceber a resposta do público quando cantava arrocha.

A experiência abriu espaço para uma identidade diferente daquela construída no forró. Em 2024, Bia encerrou seu ciclo como vocalista do Forró Brasil e passou a concentrar a carreira em seu próprio projeto artístico.

“Não me vejo fazendo o forró novamente, voltando para o forró e saindo do arrocha”, afirmou durante a entrevista. A cantora, no entanto, fez questão de reconhecer a importância de suas origens: “Eu nasci no forró, fui criada no forró”.

Uma identidade própria no arrocha

Ao falar sobre a mudança de gênero, Bia explicou que precisou encontrar uma maneira de conciliar sua personalidade com uma música tradicionalmente marcada pela sofrência e pelo romantismo. A resposta veio por meio de uma proposta que incorpora também elementos mais dançantes, aproximando arrocha e arrochadeira.

A expressão “Novinha Atualizada”, que acompanha sua identidade artística, surgiu ainda no período do forró. Segundo Bia, foi o pai quem começou a utilizar o termo. Com a mudança de gênero, o conceito ganhou continuidade e passou a representar também a mistura entre músicas atuais, repertórios conhecidos e uma interpretação própria do arrocha.

Essa nova fase já pode ser percebida na discografia. Desde 2024, Bia lançou projetos como Arrocha da Novinha, A Novinha Atualizada, Boteco da Novinha e Na Pegada da Novinha. Em 2026, a artista manteve uma sequência de singles e participações disponíveis nas plataformas digitais.

Novo trabalho marca retomada

Um dos momentos mais pessoais da conversa aconteceu quando Bia falou sobre o material que prepara para lançar. A cantora explicou que fez uma pausa nas atividades profissionais após uma perda familiar e que agora começa, gradualmente, a retomar gravações, apresentações e novos projetos.

O próximo trabalho carrega um significado particular. Durante o CNCAST, Bia contou que pretende lançar material gravado ao lado do companheiro, o músico Will Bass, e que uma das músicas escolhidas para esse retorno terá também caráter de homenagem.

Mais do que um novo lançamento, ela definiu o momento como parte de um processo de retomada do trabalho e da própria trajetória artística.

“É mais uma volta significativa mesmo, mais um incentivo de força para voltar a fazer o trabalho”, contou.

Durante o programa, Bia também mostrou sua versatilidade ao interpretar músicas ao vivo e revisitar canções que atravessaram diferentes momentos de sua carreira.

Mulheres buscam mais espaço no arrocha

A presença feminina no gênero também entrou na conversa. Bia avaliou que as mulheres ainda encontram barreiras para conquistar reconhecimento em um mercado no qual, muitas vezes, a aparência recebe atenção antes mesmo do trabalho musical.

Ao mesmo tempo, ela identifica mudanças nesse cenário e destacou a presença crescente de cantoras no arrocha.

“Quanto mais mulheres abrindo portas, mais fácil é para as outras passarem”, resumiu.

Bia também apontou Sergipe como um território importante para a renovação do gênero, com artistas que vêm incorporando uma sonoridade mais acelerada e dançante ao arrocha tradicional.

De Sergipe para novos mercados

Apesar de ter nascido na Bahia, Bia Brasil reconhece Sergipe como o território onde sua identidade profissional foi construída. Durante o CNCAST, afirmou que o estado teve papel decisivo em sua formação e na aproximação com o público.

“Se não tivesse Sergipe, não teria Bia Brasil”, declarou.

Agora, a artista pretende ampliar essa circulação. A estratégia apresentada durante a entrevista passa por fortalecer a presença na Bahia e avançar gradualmente para outros estados do Nordeste.

A expansão acontece enquanto Bia estrutura a carreira de forma independente. Ela falou sobre os desafios de administrar o próprio projeto e sobre investimentos realizados para ampliar a estrutura profissional.

A trajetória recente já registra circulação em eventos de maior porte. Em 1º de agosto, por exemplo, Bia integrou a programação do Festival da Gente, em Simão Dias, Sergipe, em uma noite que também reuniu Seu Desejo e Toque Dez. A contratação da artista para o evento consta em registro público do município.

Camaçari entra na rota de Bia Brasil

Esse movimento de expansão também passa por Camaçari. Durante o CNCAST, Bia falou sobre a expectativa para fazer sua primeira apresentação na cidade e sobre a possibilidade de fortalecer sua relação com o público baiano.

Para a cantora, chegar a novos territórios faz parte de uma construção gradual da carreira. A Bahia ocupa posição estratégica nesse processo tanto pela proximidade com Sergipe quanto pelas próprias raízes da artista.

A estreia em Camaçari surge, assim, não apenas como mais uma data na agenda, mas como parte da tentativa de ampliar a presença de Bia Brasil fora do mercado onde sua carreira se consolidou inicialmente.

No bate-bola do programa, a cantora também revelou um desejo profissional: dividir uma música com Pablo, uma das principais referências do arrocha baiano.

Ao falar sobre o futuro, Bia foi igualmente objetiva. Seu objetivo é ampliar o alcance da carreira e conquistar reconhecimento nacional.

Entre a menina que cresceu acompanhando os pais na estrada, a passagem pelo Forró Brasil e a artista que decidiu encontrar sua própria sonoridade, Bia Brasil chega a essa nova etapa conciliando memória e movimento. O forró permanece como origem; o arrocha, agora, é o caminho escolhido para avançar.

Confira o episódio completo do CNCAST, apresentado por Gisa Conceição, e acompanhe a entrevista na íntegra:

 

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