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DNA de familiares de desaparecidos será coletado em Camaçari durante ação nacional de identificação

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DNA de familiares de desaparecidos será coletado em Camaçari durante ação nacional de identificação

Campanha será realizada de 24 a 28 de agosto, com atendimento gratuito para coleta de material genético, registro de ocorrência e entrevista.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Ascom DPT

Familiares de pessoas desaparecidas poderão participar, entre os dias 24 e 28 de agosto, de uma mobilização nacional voltada à coleta de material genético para ampliar as possibilidades de identificação de corpos não identificados, ossadas e pessoas internadas sem memória ou condições de informar a própria identidade. Na Bahia, a iniciativa contará com a participação do Departamento de Polícia Técnica (DPT), por meio das Coordenações de Genética e Antropologia Forense.

A campanha contará com 33 unidades da Polícia Técnica (CRPTs) no interior da Bahia, entre elas a unidade localizada em Camaçari, que estará apta a realizar a coleta de material biológico dos familiares. Também participam os postos de Feira de Santana, Alagoinhas, Santo Antônio de Jesus, Santo Amaro, Serrinha, Irecê, Jacobina, Itaberaba, Itabuna, Ilhéus, Valença, Porto Seguro, Teixeira de Freitas, Barreiras, Santa Maria da Vitória, Luís Eduardo Magalhães, Bom Jesus da Lapa, Juazeiro, Euclides da Cunha, Ribeira do Pombal, Senhor do Bonfim, Paulo Afonso, Jequié, Itapetinga e Guanambi, entre outras unidades que integram a rede no estado.

A mobilização faz parte da Ação Nacional de Busca por Pessoas Desaparecidas, coordenada pela Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A proposta é inserir os perfis genéticos de familiares no Banco de Perfis Genéticos da Polícia Técnica da Bahia para que possam ser confrontados com amostras coletadas de corpos sem identificação, ossadas e pessoas que estejam sem condições de informar quem são.

Na capital baiana, o atendimento será realizado de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h30, na sede do Instituto Médico-Legal Nina Rodrigues (IMLNR), localizada na Avenida Centenário, em Salvador. No mesmo local, os familiares poderão registrar o boletim de ocorrência, passar pela entrevista e realizar a coleta do material biológico.

Para tornar o processo mais rápido e integrado, a Polícia Civil também manterá uma unidade móvel nas instalações do DPT. Dessa forma, as etapas necessárias para o atendimento poderão ser concentradas em um mesmo local.

Perfis genéticos podem ser confrontados entre diferentes estados

A integração entre os bancos de perfis genéticos permite que uma amostra coletada na Bahia seja comparada com registros existentes em outros estados brasileiros. Na prática, isso significa que o familiar de uma pessoa desaparecida pode realizar a coleta em um estado e, caso os restos mortais sejam encontrados em outra unidade da Federação, o sistema poderá realizar o confronto entre os perfis.

Um exemplo é o caso de uma pessoa desaparecida na Bahia cujos familiares tenham feito a coleta genética em São Paulo. Se um corpo sem identificação for localizado posteriormente na Bahia, os bancos integrados poderão confrontar os perfis genéticos, possibilitando a confirmação de um eventual vínculo familiar.

Atualmente, o Banco de Perfis Genéticos da Bahia reúne 1.131 amostras relacionadas a pessoas desaparecidas e seus familiares. Segundo o DPT, esse material já possibilitou 16 confirmações de identificação por meio do banco.

O trabalho de localização e identificação de pessoas desaparecidas também conta com a atuação da Coordenação do CIDOM/Desaparecidos, do Instituto de Identificação Pedro Mello. O setor utiliza o reconhecimento facial como uma das ferramentas de busca, além das identificações realizadas por meio de impressões digitais.

A integração entre as diferentes áreas da Polícia Científica amplia as possibilidades de identificação ao reunir métodos científicos e tecnológicos distintos. Além da análise genética, são utilizados recursos como reconhecimento facial e confronto de impressões digitais.

Coleta é gratuita, rápida e não exige retirada de sangue

A coleta do material genético é feita por peritos oficiais, sem qualquer custo para os familiares. O procedimento é rápido e indolor e não exige coleta de sangue. Para obter a amostra, o profissional utiliza um cotonete na parte interna da bochecha, procedimento que permite recolher o material necessário para a elaboração do perfil genético.

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