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Justiça decide nesta quarta se acusados pela morte de Larissa Pavan irão a júri popular

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Justiça decide nesta quarta se acusados pela morte de Larissa Pavan irão a júri popular

Audiência pode definir se Fábio Ribeiro e Marlon Ribeiro dos Santos serão julgados pelo Tribunal do Júri.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Reprodução/Instagram

Larissa Pavan foi morta no dia 7 de dezembro de 2024, em Guarajuba.

A Justiça realiza nesta quarta-feira (9), em Camaçari, uma audiência que pode definir o futuro do processo sobre a morte da nutricionista Larissa Pavan de Assis. A sessão está marcada para as 12h, no Fórum Clemente Mariani, e vai avaliar se os dois acusados pelo crime serão submetidos ao Tribunal do Júri.

Fábio Ribeiro e Marlon Ribeiro dos Santos serão ouvidos durante a audiência, que também contará com depoimentos de testemunhas de acusação e defesa. O procedimento integra a fase de instrução do processo e apresenta elementos que serão considerados pela Justiça antes da decisão sobre a eventual realização do julgamento popular.

Crime aconteceu na Estrada do Coco

Larissa, que era natural de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, foi morta a tiros em 7 de dezembro de 2024. Na ocasião, ela estava com os três irmãos em um carro por aplicativo, retornando para Guarajuba, em Camaçari, onde a família estava hospedada.

O grupo havia participado de um passeio por Salvador. Durante o trajeto pela BA-099, conhecida como Estrada do Coco, outro veículo se aproximou do carro em que estavam as vítimas. O ocupante efetuou vários disparos e fugiu.

Larissa foi atingida na cabeça e morreu. O motorista do aplicativo também ficou ferido por estilhaços nas pernas e foi levado para a UPA de Monte Gordo. Ele recebeu atendimento médico e teve alta.

Segundo os irmãos da vítima, o ataque ocorreu quando o veículo seguia pela faixa da direita para acessar o caminho que levava ao condomínio onde a família estava hospedada.

Uma das irmãs contou à polícia que Larissa percebeu que o motorista havia passado do acesso e avisou sobre a necessidade de fazer o retorno. Foi durante esse retorno que os disparos aconteceram.

"O motorista falou: 'abaixa'. Quando olhei para o lado, ela já estava baleada na testa. A gente tem que saber quem fez, tem que encontrar, a justiça tem que ser feita", clamou a garota.

O padrasto da jovem, Alberto Cley Lima, também relatou que dois disparos atingiram o veículo.

"Foram dois disparos: um atingiu, fatalmente, Larissa, e o outro pegou pouco acima da porta de onde meu filho estava, mas graças a Deus não aconteceu algo além do acontecido", contou o padrasto da vítima, Alberto Cley Lima.

Fábio Ribeiro ficou foragido por mais de um ano

Um dos principais suspeitos, Fábio Ribeiro, permaneceu foragido desde o crime. Ele integrava o Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), ferramenta utilizada para divulgar criminosos procurados pelas forças de segurança do estado.

A situação mudou em 18 de agosto de 2026, quando Fábio se apresentou à polícia na sede da Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), em Salvador. A entrega ocorreu em meio à intensificação das ações de investigação conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Fábio possuía mandado de prisão em aberto relacionado ao caso e ocupava a carta 3 de Espadas do Baralho do Crime.

Durante o processo, a defesa chegou a alegar insanidade mental e solicitou que ele pudesse responder à ação em liberdade, mediante monitoramento por tornozeleira eletrônica. O pedido foi negado pela Justiça.

Entre os fundamentos considerados para a negativa esteve o período em que o acusado permaneceu foragido, por mais de um ano e meio, antes de apresentar a alegação.

Segundo acusado foi localizado em Sergipe

Marlon Ribeiro dos Santos também estava na condição de foragido e foi preso em junho deste ano durante uma operação conjunta das polícias civis da Bahia e de Sergipe.

Conhecido como "Nove de Ouro" no Baralho do Crime da SSP-BA, Marlon foi encontrado escondido em uma residência na região de Abaís, em Estância, no litoral sul de Sergipe.

A localização ocorreu a partir do trabalho de inteligência e do compartilhamento de informações entre equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil da Bahia, e do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), da Polícia Civil de Sergipe.

Depois do cumprimento do mandado de prisão, Marlon foi encaminhado para a unidade policial responsável e permaneceu à disposição da Justiça.

Família pede justiça

Formada em nutrição, Larissa buscava uma oportunidade profissional na área e tinha planos para a carreira. A família havia viajado para Guarajuba para participar de uma festa e, no dia anterior ao crime, a jovem passou por alguns dos principais pontos turísticos de Salvador, como Pelourinho, Mercado Modelo e Farol da Barra. Também andou de metrô pela primeira vez.

Na época do homicídio, a mãe da nutricionista falou sobre os planos interrompidos pela violência.

"Ela tinha conseguido um emprego. Tinha tantos planos bons pela frente e foram tirados da vida dela. Eu quero justiça. Ela não merecia isso, eu quero honrar o nome dela", afirmou a mãe da jovem na época do homicídio.

Mesmo com as prisões de Fábio e Marlon, a motivação do assassinato ainda não foi esclarecida. A audiência desta quarta-feira será mais uma etapa do processo e poderá determinar se os dois acusados serão levados a julgamento pelo Tribunal do Júri.

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