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Audiência que pode levar acusados pela morte de Larissa Pavan a júri popular é adiada para novembro

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Audiência que pode levar acusados pela morte de Larissa Pavan a júri popular é adiada para novembro

Audiência estava marcada para esta quarta-feira (9), no Fórum Clemente Mariani.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Reprodução/Instagram

Larissa Pavan de Assis foi morta a tiro em dezembro de 2024 enquanto viajava de Salvador para Camaçari.

A audiência que poderia definir se Fábio Ribeiro e Marlon Ribeiro dos Santos serão levados a júri popular pela morte da nutricionista Larissa Pavan de Assis foi adiada pela Justiça da Bahia. A sessão estava marcada para esta quarta-feira (9), no Fórum Clemente Mariani, em Camaçari, mas não aconteceu na data prevista. O novo dia definido para a audiência é 10 de novembro.

A sessão faz parte da fase de instrução do processo e terá entre os pontos analisados os depoimentos dos dois réus e de testemunhas de acusação e defesa. Com base nos elementos apresentados nessa etapa, a Justiça deverá decidir se os acusados serão submetidos ao Tribunal do Júri.

Crime

Larissa Pavan de Assis, de 27 anos, natural de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, foi assassinada a tiros em 7 de dezembro de 2024, quando voltava para Guarajuba, orla de Camaçari, onde estava hospedada com a família.

Naquele dia, a nutricionista havia passado o dia em Salvador com os três irmãos. O grupo retornava para o litoral norte em um carro por aplicativo quando outro veículo se aproximou durante o trajeto pela BA-099, conhecida como Estrada do Coco.

Um dos ocupantes do veículo efetuou vários disparos contra o carro onde estavam Larissa, os irmãos e o motorista. A nutricionista foi atingida na cabeça e morreu. O condutor do transporte por aplicativo também ficou ferido por estilhaços nas pernas e foi levado para a UPA de Monte Gordo. Ele recebeu atendimento médico e teve alta.

De acordo com o relato de uma das irmãs da vítima, o carro seguia pela faixa da direita quando se aproximava do acesso para o condomínio onde a família estava hospedada. Larissa percebeu que o motorista havia passado do local de entrada e avisou que seria necessário fazer o retorno.

Foi durante essa manobra que os disparos foram efetuados. "O motorista falou: 'abaixa'. Quando olhei para o lado, ela já estava baleada na testa. 

O padrasto da jovem, Alberto Cley Lima, também contou que dois disparos atingiram o veículo. "Foram dois disparos: um atingiu, fatalmente, Larissa, e o outro pegou pouco acima da porta de onde meu filho estava, mas graças a Deus não aconteceu algo além do acontecido".

Fábio Ribeiro ficou mais de um ano foragido

Fábio Ribeiro era um dos investigados pelo assassinato e permaneceu foragido por mais de um ano. O nome dele chegou a integrar o Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), ferramenta usada para divulgar procurados pelas forças de segurança.

A situação mudou em 18 de agosto de 2026, quando Fábio se apresentou à polícia na sede da Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), em Salvador. A apresentação ocorreu durante o período de intensificação das investigações conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Fábio tinha um mandado de prisão em aberto relacionado ao caso e aparecia na carta "3 de Espadas" do Baralho do Crime.

No decorrer do processo, a defesa alegou insanidade mental e pediu que o acusado pudesse responder à ação em liberdade, com monitoramento por tornozeleira eletrônica. A Justiça negou o pedido.

Entre os fundamentos considerados para a decisão esteve o período em que Fábio permaneceu foragido antes de se apresentar às autoridades.

Marlon foi preso em Sergipe

Marlon Ribeiro dos Santos também permaneceu foragido durante as investigações. Ele foi localizado e preso em junho de 2026, durante uma operação conjunta das polícias civis da Bahia e de Sergipe.

Conhecido como "Nove de Ouro" no Baralho do Crime da SSP-BA, Marlon foi encontrado escondido em uma residência na região de Abaís, em Estância, no litoral sul de Sergipe. A captura do suspeito foi possível por meio do trabalho de inteligência e do compartilhamento de informações entre equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil da Bahia, e do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), da Polícia Civil de Sergipe.

Com o cumprimento do mandado de prisão, Marlon foi encaminhado para a unidade policial responsável e ficou à disposição da Justiça.

Fábio Ribeiro (à esquerda); Marlon (à direita)

Larissa era formada em nutrição e buscava uma oportunidade profissional na área. A jovem tinha planos para a carreira e havia viajado com a família para Guarajuba para participar de uma festa.

No dia anterior ao assassinato, ela havia conhecido alguns dos principais pontos turísticos de Salvador, entre eles o Pelourinho, o Mercado Modelo e o Farol da Barra. Durante a viagem, também andou de metrô pela primeira vez.

A mãe da nutricionista falou sobre os planos interrompidos pela violência e pediu justiça pela filha. "Ela tinha conseguido um emprego. Tinha tantos planos bons pela frente e foram tirados da vida dela. Eu quero justiça. Ela não merecia isso, eu quero honrar o nome dela", afirmou a mãe da jovem na época do homicídio.

Mesmo com a prisão dos dois acusados, a motivação para o assassinato de Larissa ainda não foi esclarecida.

Leia outras matérias sobre o caso: Preso por morte de nutricionista dirigia carro enquanto comparsa teria feito os disparos em Guarajuba

Foragido, "Nove de Ouro" do Baralho do Crime é preso por envolvimento em morte de nutricionista em Camaçari 

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