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Carnaval de Salvador vira vitrine bilionária para marcas e empresas de tecnologia

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Carnaval de Salvador vira vitrine bilionária para marcas e empresas de tecnologia

Com expectativa de R$ 2,6 bilhões em movimentação econômica, grandes empresas disputam espaço no maior evento popular do país, enquanto plataformas digitais ampliam presença na folia

Por: Camaçari Notícias

Foto: Divulgação/Prefeitura de Salvador

O Carnaval de Salvador, que acontece entre os dias 12 e 18 de fevereiro de 2026, deve atrair cerca de 1,2 milhão de turistas e movimentar aproximadamente R$ 2,6 bilhões na economia local. Além da tradicional celebração cultural e popular, a maior festa de rua do Brasil também se consolida como um dos principais palcos de disputa entre grandes marcas interessadas em transformar a folia em vitrine de negócios.

Durante coletiva realizada na manhã desta quarta-feira (4), o prefeito anunciou os patrocinadores oficiais da festa: Club Social, 99, iFood, Mercado Pago, Esportes da Sorte, Guaraná Antarctica, Beats e Brahma. A lista evidencia o avanço de empresas de tecnologia e serviços digitais no Carnaval baiano, que veem no evento uma oportunidade estratégica de ampliar presença em um mercado de consumo de massa.

Disputa das marcas

Entre os patrocinadores, o iFood se destaca como protagonista. Pelo terceiro ano consecutivo, a empresa investe em camarotes tradicionais e em ativações de grande visibilidade, como shows de drones no Farol da Barra. A marca também aposta em símbolos nacionais, como o Canarinho da Seleção Brasileira, para reforçar uma narrativa de brasilidade. O patrocínio a blocos afro e afoxés, como Ilê Aiyê e Filhos de Gandhy, sinaliza ainda uma tentativa de aproximação com a cultura local.

As plataformas digitais 99 e Mercado Pago também reforçam presença na festa. No caso da 99, a mobilidade urbana se torna ponto central da estratégia, diante da cidade tomada por foliões. A empresa busca se posicionar como alternativa segura e eficiente de transporte. Já o Mercado Pago aposta na ampliação do uso de pagamentos digitais em um ambiente onde o dinheiro em espécie ainda predomina.

Club Social e Esportes da Sorte representam nichos distintos. Enquanto a marca de snacks investe na visibilidade junto ao público jovem e urbano, a empresa de apostas se insere em um mercado em expansão, que ao mesmo tempo desperta debates sobre regulação e impactos sociais.

A Ambev, patrocinadora histórica do Carnaval desde 2016, mantém sua hegemonia neste ano com as marcas Guaraná Antarctica, Beats e Brahma. A cervejaria segue como a empresa mais onipresente da festa, disputando espaço tanto nas ruas quanto nos camarotes.

Economia da festa

A Prefeitura de Salvador destaca números expressivos para a edição de 2026: 700 atrações nos circuitos oficiais, 520 apresentações em palcos temáticos e a geração estimada de 250 mil empregos diretos e indiretos. O evento impulsiona setores como turismo, hotelaria, alimentação, transporte e comércio informal.

Especialistas, no entanto, lembram que o Carnaval também evidencia desigualdades. Enquanto grandes empresas disputam camarotes e realizam ativações milionárias, milhares de trabalhadores informais dependem da festa para garantir renda temporária. Assim, o Carnaval de Salvador se firma não apenas como manifestação cultural, mas também como um retrato das contradições entre a economia criativa, o poder das marcas e a sobrevivência de quem vive do trabalho nas ruas durante a folia.

 

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