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Salvador atinge menor taxa de desemprego da história, mas segue entre as capitais com piores indicadores

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Salvador atinge menor taxa de desemprego da história, mas segue entre as capitais com piores indicadores

Dados do IBGE mostram queda da desocupação em 2025, avanço do rendimento médio e persistência de desigualdades no mercado de trabalho da capital baiana.

Por: Camaçari Notícias

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Salvador apresentou avanços importantes no mercado de trabalho em 2025, mas ainda enfrenta desafios estruturais quando comparada a outras capitais brasileiras. Os dados são do levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), publicado na última sexta-feira (20).

Em 2025, a capital baiana registrou taxa de desocupação de 8,9%, a menor desde o início da série histórica, em 2012. Apesar da melhora, o índice manteve Salvador na 5ª posição entre as capitais com maior desemprego do país. A cidade deixou a liderança negativa do ranking, ocupada em 2024, quando a taxa era de 13,0%, mas ainda ficou atrás de São Luís, Manaus, Belém e Teresina.

No quarto trimestre de 2025, o cenário também foi de avanço. A taxa de desemprego caiu para 8,2%, o menor patamar já registrado para o período. Ainda assim, Salvador permaneceu entre as quatro capitais com maiores índices de desocupação naquele momento.

Comparação com outras capitais evidencia desigualdade

Mesmo com a redução do desemprego, Salvador segue com indicadores mais frágeis que a média nacional. Em 2025, o Brasil apresentou taxa de desocupação de 5,6%, enquanto a capital baiana permaneceu bem acima desse nível.

No âmbito estadual, a Bahia também registrou melhora. No quarto trimestre de 2025, a taxa de desocupação caiu para 8,0%, após ter sido de 8,5% no trimestre anterior. O resultado representou a terceira queda consecutiva e quebrou o recorde anterior, tornando-se a menor taxa dos 14 anos da série histórica da PNAD Contínua.

Apesar disso, a Bahia manteve-se como a 3ª unidade da Federação com maior desemprego, atrás apenas de Pernambuco (8,8%) e Amapá (8,4%), empatada com Piauí (8,0%) e Alagoas (8,0%). No acumulado de 2025, a taxa de desocupação no estado ficou em 8,7%, a menor já registrada no período analisado.

Rendimento cresce, mas segue entre os mais baixos

O rendimento médio dos trabalhadores em Salvador foi de R$ 3.133 em 2025, com alta expressiva de 10,7% em relação ao ano anterior. Apesar do crescimento, o valor é o segundo mais baixo entre todas as capitais brasileiras, superando apenas São Luís. O dado evidencia um dos principais gargalos do mercado de trabalho local: a baixa remuneração média, mesmo diante do aumento da ocupação.

Na Bahia, o rendimento médio real mensal foi de R$ 2.284 em 2025, considerando o desconto da inflação. O valor representou aumento de 1,8% em relação a 2024, marcando o terceiro avanço consecutivo. Ainda assim, foi a terceira menor alta entre as 27 unidades da Federação, ficando acima apenas de Mato Grosso (0,2%) e Alagoas (1,0%). O rendimento baiano permaneceu como o segundo mais baixo do país.

Região Metropolitana tem pior cenário do Brasil

Na Região Metropolitana de Salvador (RMS), a situação é ainda mais delicada. A taxa de desocupação ficou em 10,1% em 2025, a mais alta entre todas as regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE. O rendimento médio na RMS foi de R$ 2.945, também o segundo menor do país entre essas áreas, reforçando o quadro de fragilidade econômica no entorno da capital.

Emprego avança com alta informalidade

Embora o levantamento não detalhe especificamente Salvador nesse ponto, os dados estaduais ajudam a explicar a dinâmica do mercado de trabalho local. Na Bahia, cerca de 80% das novas vagas criadas em 2025 foram informais, indicando que grande parte da expansão do emprego ocorreu sem garantias trabalhistas.

Esse cenário tende a impactar diretamente Salvador, que concentra parcela significativa da atividade econômica do estado e reflete a precarização das relações de trabalho. Assim, apesar da redução histórica do desemprego, os indicadores mostram que a capital baiana ainda enfrenta desafios ligados à qualidade das vagas geradas e ao nível de renda da população ocupada.

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