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Salvador registra mais de 1.100 tiroteios em 2025, aponta Instituto Fogo Cruzado

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Salvador registra mais de 1.100 tiroteios em 2025, aponta Instituto Fogo Cruzado

Beiru-Tancredo Neves lidera o ranking de confrontos armados na capital baiana, com maioria das ocorrências ligada a operações policiais

Por: Camaçari Notícias

Foto: Rildo de Jesus / Tancredo Neves

A capital baiana registrou 1.104 tiroteios ao longo de 2025, segundo relatório do Instituto Fogo Cruzado, organização que mapeia conflitos armados no Brasil. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26) e apontam que o bairro mais afetado pela violência armada foi o Beiru-Tancredo Neves, na região central de Salvador.

De acordo com o levantamento, o Beiru contabilizou 35 tiroteios no ano passado, o que representa 3,17% de todos os confrontos armados registrados na cidade, que possui 172 bairros. O local também lidera outro ranking preocupante: o de ocorrências relacionadas a operações policiais. Dos 35 registros no bairro, 23 estavam ligados a ações das forças de segurança pública.

Segundo o Censo de 2022, o bairro do Beiru-Tancredo Neves é a maior favela da Bahia e a 10ª maior do país, com mais de 38 mil habitantes, o que evidencia o impacto da violência armada sobre uma população numerosa.

Ainda conforme o relatório, o segundo bairro mais atingido por tiroteios em Salvador foi o Lobato, no subúrbio ferroviário, com 31 registros. Em seguida aparece o bairro de Mussurunga, com 27 ocorrências de disparos de arma de fogo.

O estudo também chama atenção para um recorte social da violência na capital baiana. Entre os bairros que concentram mais tiroteios durante ações policiais, 13 respondem por 21% do total de registros, percentual que corresponde a mais de um quinto dos casos. Todos esses bairros possuem população majoritariamente negra, como Nordeste de Amaralina, Valéria e Jardim Nova Esperança.

O Instituto Fogo Cruzado destaca que os dados reforçam a desigualdade territorial da violência armada em Salvador, que atinge principalmente áreas periféricas e de maior vulnerabilidade social. O levantamento é utilizado como ferramenta para subsidiar políticas públicas de segurança e ações de prevenção à violência.

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