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Engenheiro é denunciado por assédio sexual durante entrevistas de emprego em Salvador: “Chegou a dizer que estava excitado”

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Engenheiro é denunciado por assédio sexual durante entrevistas de emprego em Salvador: “Chegou a dizer que estava excitado”

Suspeito admitiu estar "excitado" durante entrevista com as vítimas.

Por: Camaçari Notícias

Foto: Reprodução/TVBahia

Duas mulheres denunciaram um engenheiro por assédio sexual durante reuniões de emprego realizadas em Salvador. De acordo com o G1BA, os encontros profissionais teriam sido usados como pretexto para investidas de cunho sexual dentro da sede da empresa do suspeito, em situações que apresentaram um padrão semelhante de abordagem.

As denúncias foram registradas no fim de 2025, na Casa da Mulher Brasileira, e os casos seguem em tramitação nas esferas criminal e civil.

Uma das vítimas é a professora da rede estadual Priscila Silva, que conheceu o suspeito pelas redes sociais em outubro do ano passado. Na ocasião, ele buscava uma profissional para liderar o projeto de uma escola voltada para empreendedores e a convidou para uma reunião presencial.

De acordo com a professora, o encontro começou de forma profissional, com apresentação do projeto. No entanto, a conversa passou a ter comentários pessoais e constrangedores.

"Eu perguntei para ele se ele achava que eu era capaz de tocar o projeto. Ele disse: 'sim, porque você é muito atraente, as pessoas gostam de mulheres atraentes. Eu estou aqui desconcertado conversando com você, chego a dizer que estou até excitado'", relembrou Priscila.

A vítima contou, em entrevista à TV Bahia, que tentou ignorar as falas e conduzir a reunião de maneira profissional. Em determinado momento, o engenheiro a levou até um banheiro, alegando que costumava registrar ideias nas paredes e no espelho do local. Lá, ele tirou a camisa. Após o episódio, Priscila deixou o ambiente e retornou à sala.

Durante o encontro, um vídeo registrou uma fala do suspeito: "Até tentei prosperar no sexo aqui, mas não deu certo. Estou brincando, Priscila!".

Relato semelhante

Outra mulher, profissional da área de marketing e que preferiu não se identificar, afirmou ter vivido situação parecida ao participar de uma reunião de trabalho com o mesmo homem.

Segundo ela, o comportamento do engenheiro mudou ao longo do encontro, passando de uma conversa profissional para atitudes invasivas.

"Ele foi passando a mão em mim, chegando mais perto. Ele disse que estava excitado e eu solicitei que a gente voltasse para a sala e encerrasse a reunião. Ele disse que não, que iríamos fazer um tour pela empresa. Simplesmente tirou a blusa e seguiu a reunião", contou.

Padrão nas abordagens

Nos depoimentos, as vítimas descrevem um mesmo modus operandi:

Reuniões marcadas na sede da empresa;

Início da entrevista na sala do engenheiro, localizada no primeiro andar;

Convite para um tour pelas instalações;

Condução até o banheiro sob o argumento de apresentar ideias anotadas nas paredes;

Retirada da camisa durante o encontro.

Após as experiências, ambas decidiram não dar continuidade aos projetos profissionais.

A professora relatou ainda que, depois da reunião, recebeu vídeos enviados pelo suspeito nas redes sociais, nos quais foi chamada de "gostosa".

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