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Dez anos depois do crime, júri pela morte de Valdir Cabeleireiro sofre 6º adiamento em Salvador
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Edgar Silva dos Santos e Patrick Ribeiro Tupinambá são acusados pelo assassinato do cabeleireiro, morto a tiros em Salvador em 2016.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Reprodução/Redes sociais
Motivação apontada seria uma vingança relacionada a ciúmes.
O julgamento de Edgar Silva dos Santos e Patrick Ribeiro Tupinambá, acusados pela morte do cabeleireiro Valdir Macário, conhecido como Valdir Cabeleireiro, foi adiado pela sexta vez. A sessão estava prevista para esta quinta-feira (10), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, mas a defesa solicitou o adiamento por problemas de saúde.
De acordo com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o pedido foi apresentado pelos advogados dos réus poucos minutos antes do início do júri. A Justiça informou que a estrutura necessária para a realização da sessão já estava preparada. Com a mudança, o julgamento foi remarcado para 6 de outubro, também no Fórum Ruy Barbosa.
Valdir Macário foi assassinado a tiros em 12 de novembro de 2016, enquanto trabalhava em seu salão de beleza, em Salvador. O crime foi registrado por câmeras de segurança.
Segundo a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Edgar teria encomendado a morte do cabeleireiro a Patrick Ribeiro Tupinambá, conhecido como Bagão. A acusação aponta que o assassinato teria sido motivado por uma vingança relacionada a ciúmes.
Conforme o MP-BA, antes do assassinato de Valdir, Edgar teria tentado matar Reginaldo, irmão do cabeleireiro, dentro do próprio salão, em 15 de outubro de 2016. Reginaldo sobreviveu. A acusação sustenta que, diante disso, Edgar teria decidido se vingar de Valdir, apontado como alguém que ajudava o irmão a manter encontros amorosos com a mulher de Edgar.
Os dois réus foram denunciados por homicídio qualificado em março de 2017.
Confissão e decisões judiciais
Após ser preso, Edgar confessou à polícia que teria sido o mandante do assassinato. Apesar da confissão, ele não chegou a ser julgado pelo crime naquele período.
Em novembro de 2017, o juiz Eduardo Augusto Leopoldino entendeu que o Ministério Público não havia conseguido comprovar que Edgar era o mandante da morte de Valdir.
Edgar voltou a ser preso em 2020, durante uma ocorrência da Polícia Militar no bairro de Itapuã, em Salvador. Na ocasião, segundo a PM, havia um mandado de prisão em aberto contra ele por outros crimes. A prisão não tinha relação com o assassinato de Valdir. Na época, Edgar também era investigado por tráfico de drogas.
Seis adiamentos
O julgamento já havia sido remarcado outras cinco vezes. As sessões anteriores estavam previstas para 8 de julho de 2025, 23 de abril de 2026, 10 de junho de 2026, 6 de agosto de 2026 e 25 de agosto de 2026.
Entre as razões apresentadas para os adiamentos anteriores estão problemas de saúde de um dos réus e incompatibilidade de agenda do advogado de defesa.
Agora, a expectativa é de que o júri seja realizado em 6 de outubro de 2026, quando Edgar Silva dos Santos e Patrick Ribeiro Tupinambá deverão ser submetidos novamente à apreciação dos jurados pela acusação relacionada à morte de Valdir Cabeleireiro.
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