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Governo eleva imposto de importação sobre mais de mil produtos e gera reação do setor produtivo
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Medida pode aumentar a tributação em até 7,2 pontos percentuais sobre itens como smartphones, máquinas e equipamentos, e é justificada como forma de proteger a indústria nacional.
Por: Camaçari Notícias
Foto: Divulgação / Freepik
O governo federal elevou, no início deste mês, a alíquota do imposto de importação aplicada a mais de mil produtos vindos do exterior. A lista inclui smartphones, máquinas industriais, equipamentos de produção e itens de informática e telecomunicações. Com a mudança, a tributação pode aumentar em até 7,2 pontos percentuais, impactando diretamente empresas importadoras e consumidores finais.
A medida gerou reação imediata de representantes do setor produtivo e de importadores, que criticaram o reajuste e alertaram para possíveis efeitos negativos na competitividade e na inflação. Segundo entidades empresariais, o encarecimento dos produtos importados pode elevar custos de produção, reduzir investimentos e pressionar os preços ao consumidor, especialmente em segmentos dependentes de tecnologia estrangeira.
Por outro lado, o governo defende que o aumento das alíquotas é necessário para proteger a indústria nacional e diminuir a dependência de produtos fabricados fora do país. De acordo com a equipe econômica, a estratégia busca estimular a produção interna e fortalecer a cadeia produtiva brasileira, sobretudo nos setores de bens de capital e tecnologia.
Dados do Ministério da Fazenda mostram que as importações de bens de capital e de produtos de informática cresceram 33,4% desde 2022. Em dezembro do ano passado, esses itens passaram a representar mais de 45% do consumo interno, percentual considerado elevado pelas autoridades. Para o governo, esse cenário é preocupante, pois pode comprometer o desenvolvimento da indústria nacional e o avanço tecnológico do país no longo prazo.
A mudança nas alíquotas ocorre em um momento de debate sobre a política industrial brasileira e a busca por maior autonomia produtiva. Enquanto o Executivo aposta no reajuste como instrumento de estímulo à produção local, especialistas avaliam que os efeitos da medida dependerão do equilíbrio entre proteção à indústria e manutenção da competitividade, além da capacidade do país de ampliar sua oferta interna de tecnologia e equipamentos.
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