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Tensão entre Estados Unidos e Irã acende alerta no agro brasileiro sobre impactos comerciais

Economia

Tensão entre Estados Unidos e Irã acende alerta no agro brasileiro sobre impactos comerciais

Exportações de milho e soja lideram vendas ao mercado iraniano, enquanto fertilizantes seguem estratégicos para a produção nacional

Por: Camaçari Notícias

Foto: Divulgação/Seagri

A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã reacendeu a preocupação do agronegócio brasileiro quanto a possíveis reflexos na balança comercial entre os dois países. Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 2,9 bilhões ao mercado iraniano, com predominância de produtos agrícolas.

O milho liderou as vendas externas, somando mais de US$ 1,9 bilhão. Na sequência aparece a soja, com aproximadamente US$ 745 milhões. Juntos, os dois produtos responderam por mais de 87% das exportações brasileiras destinadas ao país persa. No ano passado, o Irã ocupou a quinta posição entre os principais destinos do Brasil no Oriente Médio.

No sentido inverso, o volume importado é menor, mas considerado estratégico. Em 2024, o Brasil adquiriu cerca de US$ 84 milhões em produtos iranianos. Desse total, quase 79% correspondem a adubos e fertilizantes, especialmente ureia — insumo fundamental para a produção agrícola e para a manutenção da competitividade do setor no mercado internacional.

Na Bahia, o agronegócio tem peso expressivo na economia. Em 2024, o segmento respondeu por aproximadamente 52% das exportações estaduais, que somaram quase US$ 6,1 bilhões, com destaque para a soja e outros produtos do campo. O desempenho colocou o estado entre os maiores exportadores do Nordeste, com embarques destinados a mais de cem países.

Diante do cenário internacional, produtores e exportadores acompanham os desdobramentos da crise no Oriente Médio atentos a possíveis entraves logísticos, atrasos nos embarques e oscilações nos custos de produção, fatores que podem impactar tanto a rentabilidade quanto o planejamento da próxima safra.

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