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Guerra no Irã pressiona preços de alimentos básicos e frete sobe até 20% no Brasil

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Guerra no Irã pressiona preços de alimentos básicos e frete sobe até 20% no Brasil

Alta do diesel e encarecimento de embalagens plásticas afetam custos de produção de frango, ovos e carne suína; especialistas preveem repasse ao consumidor em curto prazo

Por: Camaçari Notícias

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O bolso do brasileiro deve sentir, nos próximos dias, os reflexos de um conflito geopolítico a milhares de quilômetros de distância. A guerra envolvendo o Irã começou a pressionar diretamente os custos de produção de itens essenciais na mesa da população, como ovos, frango e carne suína, acendendo um sinal de alerta para o mercado nacional.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o principal vilão neste momento é o óleo diesel. O combustível, que sofre influência direta das cotações internacionais do petróleo, encareceu o transporte de insumos e produtos acabados. Em algumas rotas, o frete rodoviário já registra uma alta de até 20%.

Crise logística e insumos

Além do transporte, outro fator determinante é o custo das embalagens plásticas, que são derivadas do petróleo. Com as dificuldades logísticas em regiões estratégicas como o Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do suprimento global de energia, esses materiais já registram uma valorização de até 30%.

Diante deste cenário, a ABPA não descarta que as indústrias realizem repasses de preços ao consumidor final em curto prazo. A pressão ocorre em um momento de forte demanda interna, especialmente por ovos, devido à Quaresma, período em que muitos brasileiros reduzem o consumo de carne vermelha e buscam proteínas alternativas.

Efeito cascata na economia

Embora alguns desses produtos estivessem registrando queda ou estabilidade nos preços nos últimos meses, a nova realidade do mercado global interrompe a tendência de baixa. Especialistas apontam que o impacto não se restringe aos alimentos: a crise no Oriente Médio tem potencial para elevar os preços de medicamentos, eletrônicos e fertilizantes, este último um insumo vital para o agronegócio brasileiro.

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