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Imposto de Renda 2026: Organização e educação financeira são chaves para pagar menos

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Imposto de Renda 2026: Organização e educação financeira são chaves para pagar menos

Especialistas alertam que falta de informação faz brasileiros perderem deduções valiosas; guardar comprovantes e conhecer regras de abatimento pode garantir restituição maior

Por: Camaçari Notícias

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

Com o prazo de entrega do Imposto de Renda 2026 já em curso, milhões de brasileiros correm contra o tempo para prestar contas ao Leão. Em 2025, o volume de declarantes superou os 43 milhões e a expectativa para este ano é de um patamar semelhante, uma vez que a ampliação da faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil está prevista apenas para 2027.

Nesse cenário, a educação financeira surge como a principal ferramenta para evitar que o contribuinte pague mais do que o necessário. Segundo André Andrade, especialista da plataforma Refuturiza, o erro mais comum é a negligência com documentos básicos. “Organizar recibos, notas fiscais e informes de rendimento facilita muito na hora da declaração e evita perder deduções importantes”, explica.

Onde o brasileiro mais perde dinheiro

Muitos contribuintes deixam de abater despesas legais por desconhecimento ou falta de comprovação. Conhecer as regras de dedução pode transformar um imposto a pagar em uma restituição a receber.

Principais gastos que reduzem o imposto devido:

  • Educação: Mensalidades de escolas, faculdades e cursos técnicos.
  • Saúde: Consultas, exames e tratamentos médicos (sem limite de valor).
  • Dependentes: Dedução de até R$ 2.275,08 por filho ou enteado, dentro dos critérios da Receita.
  • Previdência Privada: Contribuições para planos do tipo PGBL.
  • Doações: Feitas sob regras de incentivo fiscal.

Planejamento deve ser contínuo

Especialistas reforçam que o "corre-corre" de última hora é o maior inimigo do bolso. O ideal é que o mapeamento de receitas e despesas ocorra durante todo o ano, e não apenas no período de entrega.

Manter um registro frequente de entradas e saídas, separar despesas por categoria e arquivar comprovantes de forma organizada são práticas que, além de facilitarem a declaração, melhoram a saúde financeira global do cidadão, evitando o endividamento.

Tecnologia como aliada

Atualmente, o acesso à informação técnica está mais simples. Plataformas digitais oferecem cursos e conteúdos práticos que ensinam desde o preenchimento básico até estratégias para evitar a malha fina. "Quando a pessoa entende para onde o dinheiro vai, ela deixa de agir no automático e começa a planejar melhor", resume Andrade.

Em um cenário econômico ainda desafiador, aproveitar cada dedução legal representa um alívio fundamental no orçamento doméstico, garantindo que o contribuinte exerça seu dever civil sem comprometer sua renda desnecessariamente.

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